O relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Consórcio Guaicurus pode apontar que as empresas associadas inflariam despesas para esconder o lucro do negócio, segundo apurado pelo Jornal Midiamax. Os vereadores membros da comissão se reúnem nesta sexta-feira (29), a portas fechadas, para discutir a inclusão de pontos que teriam ficado de fora do relatório parcial.
Assim, devem participar da reunião a relatora, vereadora Ana Portela (PL), o presidente Lívio Leite (PSDB), e os vereadores Luiza Ribeiro (PT), Junior Coringa (MDB) e Maicon Nogueira (PP).
Ao chegar para a reunião, a vereadora Ana Portela disse que três fatores serão levados em conta na finalização do relatório. “Existem três fases determinadas que a gente tem que levar em consideração e é isso que a gente vai fazer. São a idade média da frota, desequilíbrio financeiro e a regulação das agências que deveriam estar regulando”, disse.
Portela negou que apontamentos tenham ficado de fora, indicando que o clima da reunião deve ser de divergência entre os parlamentares, já que a ideia era tentar reunir relatórios individuais em um só. “Acho que todo mundo participou, todo mundo já fez os apontamentos necessários”, finalizou.
Presidente da Comissão, Lívio disse que existem ainda apontamentos a serem feitos na reunião desta sexta. “Foram questões que não estavam no relatório parcial, e hoje vamos discutir a inclusão desses pontos”.
Essas questões seriam referentes ao argumento de que a empresa enfrenta problemas no lucro. No entanto, segundo apurado pelo Midiamax, as empresas estariam colocando a divisão de ganhos como gastos contabilizados pelo Consórcio, gerando uma falsa queda no lucro.
Ana Portela não quis comentar a questão antes da apresentação oficial do relatório na segunda-feira (1º).
Conclusão do relatório
Portanto, na segunda-feira (1°) à tarde, em coletiva de imprensa, os membros apresentam o documento e concluem os trabalhos.
Além disso, já na terça-feira de manhã, entregam ao presidente da Mesa Diretora, o vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB). Entretanto, vale lembrar que o prazo inicial para a entrega seria em 15 de agosto, mas acabou prorrogado.
“Já está bem encaminhado; faltam apenas alguns detalhes. Sempre é possível que os membros consigam aprovar ou apresentar trabalhos paralelos — faz parte do regimento. Todos são encaminhados aos órgãos competentes. Estou entusiasmado para trazer um debate que estava engasgado na garganta do campo-grandense. O Consórcio deixa a desejar na qualidade, e a Prefeitura deixa a desejar na fiscalização do contrato, e quem perde é o campo-grandense”, adiantou Papy.