Mais de uma década depois, a Justiça inocentou 11 pessoas das acusações do caso da Coffee Break, que apurou os fatos envolvendo a cassação do ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) em março de 2014.
A sentença livrou empreiteiros e políticos. Assim, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa livrou 11 dos 22 acusados. São eles: André Puccinelli, Nelson Trad Filho, Flávio César Mendes de Oliveira, Carlos Augusto Borges, Eduardo Pereira Romero, Gilmar Nery de Souza, João Batista da Rocha, Otávio Augusto Trad Martins, Waldecy Batista Nunes, Raimundo Nonato e Luiz Pedro Gomes Guimarães. Além de Mil Tec Tecnologia da Informação Ltda., Proteco Construções Ltda., LD Construções Ltda. e CG Solurb Soluções Ambientais SPE Ltda.
Por outro lado, a decisão de 1º grau condenou por improbidade administrativa os seguintes acusados: André Luiz Scaff, Carlos Eduardo Belineti Naegele, Edil Afonso Albuquerque, Gilmar Antunes Olarte, Jamal Mohamed Salem, João Alberto Krampre Amorim, João Roberto Baird, José Airton Saraiva, espólio de José Alceu Padilha Bueno, Mário César Oliveira da Fonseca e Paulo Siufi Neto.
O empresário, sócio-fundador do Jornal Midiamax, Carlos Eduardo Belineti Naegele, apontou a seletividade nas condenações e disse que irá recorrer. “Recebo com tranquilidade porque já conheço o jogo político em MS. Nacionalmente o assédio jurídico contra o jornalismo se tornou uma ferramenta dos corruptos. Claramente a atuação ministerial foi seletiva com relação às robustas provas que me inocentam e induziu o julgador a essa aberração. Nem servidor público sou, e nunca recebi qualquer vantagem financeira. Mas confio na Justiça e estou tranquilo com a correção desse equívoco nas instâncias recursais”.
Cassação de Alcides Bernal
Alcides Bernal foi o primeiro prefeito de Campo Grande a ser cassado. Ele perdeu o mandato em sessão realizada no dia 12 de março de 2014, na Câmara Municipal, com 23 votos a favor da perda de mandato.
O então prefeito foi alvo de denúncias, apuradas em Comissão Processante, que emitiu relatório considerando Bernal culpado das acusações de improbidade administrativa por irregularidades em contratos emergenciais cometidas logo no início do mandato.
O processo foi marcado por briga judicial, em que os trabalhos da comissão processante chegaram a ser suspensos, mas liberados novamente depois.
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