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Política

Alems estende faixas para encerrar Agosto Lilás e reforça programas para frear violência

Mato Grosso do Sul já atingiu 23 casos de feminicídio somente neste ano
Vinicios Araujo, Renata Volpe -
Deputados reunidos em frente à Alems para encerramento do Agosto Lilás. (Foto: Renata Volpe, Midiamax)

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul estendeu faixas lilás nesta quinta-feira, 28, às vésperas do encerramento da campanha Agosto Lilás, em combate à violência contra mulher e ao feminicídio.

A ação, encabeçada pela deputada estadual Mara Caseiro (), reforçou programas de proteção e assistência às vítimas que propõem caminhos para frear os números de assassinatos às mulheres.

Mato Grosso do Sul já atingiu 23 casos somente neste ano.

“Estamos hoje fazendo o encerramento do Agosto Lilás. É um ato institucional para que a gente reverbere ainda mais o que nós temos hoje de rede de proteção às nossas mulheres. É para demonstrar que a Assembleia Legislativa está unida para informar, para orientar a essas mulheres, para buscar ajuda, para denunciar”, disse.

A parlamentar destacou que Mato Grosso do Sul conta com coordenadorias especializadas, as delegacias da mulher, o Ministério Público de MS, as defensorias, o Tribunal de Justiça. Ela ainda ressaltou que, nas Câmaras Municipais, há existência de procuradorias da mulher, que ela considera uma porta de entrada de amparo nos municípios.

Mara elencou, também, programas do Governo do Estado que buscam fortalecer as políticas públicas de assistência às vítimas de violência, como o Protege, lançado neste ano, com o objetivo de construir estratégias intersetoriais com foco na prevenção, proteção, atendimento, garantia de direitos e reconstrução de vidas.

Outro programa mencionado é o Recomeço, que, segundo a deputada, cria um salário mínimo para que a mulher que está nos abrigos possa voltar à vida comum com auxílio no aluguel, por seis meses. O benefício pode ser renovado por mais seis meses e incentiva as vítimas na busca por um emprego formal, muitas vezes impedido por relacionamentos abusivos.

Dados da violência

Mato Grosso do Sul já registrou 23 casos de feminicídio, enquanto mais de 13,6 mil foram vítimas de . Março, mês que celebra o Dia Internacional da Mulher, foi o período com maior índice de registros.

Para a primeira-dama Mônica Riedel, que esteve presente na solenidade desta manhã na , os dados não refletem o esperado, mas devem ser objeto de ação dos agentes políticos.

“Não nos orgulha de jeito nenhum, pelo contrário. Só que os dados estão aí, e a gente tem que realmente pegar os dados e fazer essa gestão nas políticas públicas para resolver. E isso é feito, está sendo feito. Hoje a gente está encerrando com essa ação aqui na Alems, mas, apesar do Agosto Lilás terminar, esse é um problema que a gente tem que tratar o ano inteiro”, disse.

O presidente da Alems, Gerson Claro (PP), diz que o enfrentamento da violência passa diretamente pelo combate ao machismo, refletido em interações que, segundo ele, foram normalizadas com o tempo.

“Quem aqui não ouviu a frase ‘Isso é coisa de mulher’, ‘Isso é coisa de mulherzinha’, que é pior ainda, ou não ouviu a frase ‘Homem que é homem não chora’? São frases que a gente desde criança ouve, reforçando essa cultura machista. Então, repudiando essa violência, a Assembleia e os 24 deputados, comprometidos também com essa luta e reconhecendo que os homens, como atores principais dessa violência, precisam se conscientizar dessa mudança”, destacou.

📍 Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana.

Além da Deam, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os fins de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

(Revisão: Dáfini Lisboa)

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