Nesta sexta-feira (4), a candidata à prefeita de Campo Grande, Rose Modesto (União Brasil), denunciou uso de rastreador ilegal em carro de campanha usado pela Coligação Unidos por Campo Grande (União/PDT). Assim, apresentou notícia de fato criminoso à Polícia Federal e pediu a instauração de um inquérito para identificar o jovem que instalou o dispositivo.
O caso foi flagrado por câmera de segurança da vizinhança no Jardim Mansur, em 30 de setembro. Conforme a denúncia registrada, o carro usado em campanha é alugado e quem conduz o veículo é o sobrinho da candidata.
Assim, relata na denúncia que o carro estava estacionado em frente à casa de familiar da candidata. “Se aproximou um homem não identificado e por três vezes, em locais diferentes do veículo, abaixou-se, aparentemente, nele instalou algum artefato ou dispositivo de rastreamento, ou até mesmo inseriu no veículo algum material ilícito”.
Em nota, a candidata comentou que a situação não causou surpresa. “Muito embora eu tenha sido alvo, quem é realmente vitimada por esse tipo de conduta é a democracia. Não estou surpresa, porque a máquina política e econômica é capaz de tudo pelo poder”, disse.
“Para aqueles que esperavam me intimidar, vai um recado: isso só me dá mais coragem de lutar pelo o que é certo”, afirmou a candidata. Para Rose, a tentativa de rastreamento causou “repulsa”.
Neste sentido, disse que a tentativa “atinge mesmo o direito que todos temos de votar e sermos votados, como manifestação da nossa cidadania”.
Por fim, disse que seguirá na campanha. “Não sossegarei até fazer de Campo Grande a cidade que todos desejamos e na qual merecemos viver”, finalizou em nota.