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Política

Lista de espera vira ‘varal’ em audiência pública para expor déficit de 8,4 mil vagas em EMEIs

Lista aponta que 8.470 crianças aguardam vaga nas creches da Capital
Thalya Godoy -
'Varal' decorou Casa de Leis. (Thalya Godoy, Jornal Midiamax)

A Câmara de Vereadores de recebeu, nesta segunda-feira (19), uma audiência pública para discutir o déficit de vagas em EMEIs (Escolas Municipais de Educação Infantil), especialmente para o público de zero a três anos. Uma lista divulgada em julho pela Semed (Secretaria Municipal de Educação) aponta que 8.470 crianças desta faixa etária aguardam uma vaga nas creches na Capital. 

A lista de espera das vagas em EMEIs, composta por mais de 500 páginas, se tornou um varal que “decorou” a Casa de Leis. A Capital precisaria erguer 34 novas unidades escolares com capacidade de 250 alunos para atender a demanda. 

A discussão foi convocada pela Comissão Permanente de Políticas e Direitos das Mulheres, de Cidadania e Direitos Humanos da Câmara, presidida pela vereadora Luiza Ribeiro (PT). O secretário da mesa foi o vereador prof. André Luis (PRD). 

A vereadora Luiza Ribeiro fez o comparativo em como essa lista aumentou no intervalo de um semestre, passando de 6.919 crianças em janeiro para 8.470 em julho. “É claro que a gente tem um susto quando vê de janeiro a julho a gente tem 2 mil novos cadastros”, afirmou a parlamentar. 

Além da fila de espera para uma vaga, o debate na Casa de Leis pontuou outros assuntos sensíveis para a área, como qualidade de ensino, infraestrutura, expansão do ensino integral e valorização dos profissionais da educação. 

Representantes sindicais do setor reforçaram sobre como os professores estão sobrecarregados com salas superlotadas, com até mais de 40 alunos. “A questão não é só de passar talquinho e dar banho, é educação, desenvolvimento de neurônios”, afirmou a coordenadora do Núcleo Aliança pela Infância, Ana Maria Costa.

Papéis também foram colocados nos corredores. (Thalya Godoy, Jornal Midiamax)

A representante do movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil e doutora em educação infantil, Sumika de Freitas, reforçou em pensar no direito a qualidade de ensino. 

“Sempre trago a reflexão como pesquisadora que temos princípios inegociáveis como direito a educação e qualidade, e esta educação pensando em incluir crianças e infâncias que são plurais, da floresta, quilombola, não são homogêneas”, pontuou. 

Além disso, a especialista em educação mencionou os desafios dos planos nacionais, estaduais e municipais de educação, como as mais de seis mil obras paradas no ano passado em todo país e os desafios dos municípios em fazer a expansão da rede de ensino nos locais que demandam mais abertura de vagas. 

Já o secretário de educação de Campo Grande, Lucas Henrique Bittencourt, pontuou que a administração pública tem tentado suprir a demanda, como com a reforma de unidades escolares e ampliação de salas escolares. 

“Fizemos a ampliação de 151 salas, o equivale a 20 escolas e 6 mil novos alunos. Temos buscado, com celeridade, retomar obras paradas também. Dessas 13 obras paradas, retomamos 8 já. Já fizemos a entrega de uma. [Precisamos] de uma política pública de planejamento, trazendo execução e responsabilidade para os nossos alunos”, pontuou.

Desde fevereiro deste ano, a Semed entregou a revitalização de 45 unidades escolares em parceria com a APM (Associação de Pais e Mestres) de cada escola, que ficaram responsáveis pela administração do recurso para a reforma. 

Confira o andamento das revitalizações:

  • 119 em execução;
  • 18 concluídas e que faltam inaugurar;
  • 27 inauguradas;
  • 2 em tramitação de documentos;
  • 39 em escolha de empresa. 

Campo Grande conta, atualmente, com 206 unidades escolares e 111.808 estudantes. São 8.729 professores e 6.641 servidores administrativos. 

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