Política

Senadores cogitam nova CPI da Pandemia após apagão de dados e avanço de variantes

Para ser criada a Comissão precisa de 27 apoiadores

Dândara Genelhú Publicado em 12/01/2022, às 18h46

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Foto: Reprodução.

Uma nova CPI da Pandemia poderá ser criada no Senado Federal. A possibilidade surgiu após continuidade do apagão de dados da Saúde do país.

Segundo os senadores, a falta de dados completos dificulta a avaliação precisa da situação da Covid-19 no Brasil. Além disso, destacam que existe o avanço da variante ômicron e lembram da polêmica sobre a vacinação de crianças.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) anunciou nesta terça-feira (11) que protocolou um requerimento de nova CPI da Pandemia. A comissão deverá acontecer nos moldes da ocorrida em 2021.

"Entre outros pontos, teremos como foco: atraso e insuficiência na vacinação infantil; insuficiência de provisão para doses de reforço em 2022; ataques do presidente da República aos técnicos da Anvisa e à vacinação da população adulta e infantil; a insuficiência da política de testagem; e o apagão de dados do Ministério da Saúde, com as suas consequências no correto monitoramento da evolução da pandemia", escreveu Randolfe.

Relator da CPI da Pandemia em 2021, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse que apoia uma nova comissão. Ele reafirmou a necessidade da CPI para investigar o “boicote à vacinação infantil, apagão de dados no Ministério da Saúde, tocado por um sabujo, além da explosão de casos. Bolsonaro é um delinquente reincidente”.

Para que a CPI da Pandemia seja aberta em edição de 2022, é necessário apoio de ao menos 27 senadores.

Jornal Midiamax