Política

Vinda do Pará, Juliana Beraldo Mafra assume Procuradoria do Trabalho em Três Lagoas

Ela assumiu a vaga até então ocupada pelo procurador Leonardo Lobo Acosta

Renan Nucci Publicado em 23/11/2021, às 07h26

Sede do MPT-MS em Três Lagoas
Sede do MPT-MS em Três Lagoas - Rádio Metropolitana

Do Pará, Juliana Beraldo Mafra assumiu a Procuradoria do MPT-MS (Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul) na cidade de Três Lagoas. Ela ocupa a vaga até então ocupada pelo procurador Leonardo Lobo Acosta, removido a pedido para a regional em Santa Catarina.

Natural de Campinas (SP), a procuradora graduou-se em Direito pelo Centro Universitário de Araraquara e possui pós-graduação latu sensu em Direito do Trabalho pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci. Empossada em 2018, a nova procuradora teve lotação inicial na cidade de Macapá (AP) e depois Marabá (PA). Antes de ingressar no MPT, ela acumulou experiências profissionais como oficial de Justiça Avaliadora Federal junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG) e da 11ª Região (AM). 

A atuação da Procuradoria de Três Lagoas abrange também os municípios de Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Inocência, Paraíso das Águas, Paranaíba, Santa Rita do Pardo e Selvíria.

Juliana Beraldo defende que as políticas públicas de combate ao trabalho infantil, como o bolsa família, e ações afirmativas, como a de cotas, tão criticadas em nossa sociedade, são extremamente necessárias para que haja justiça social.

Ela ainda sustenta que o diálogo com os povos originários e tradicionais — indígenas, quilombolas, ribeirinhos e povos de terreiro — é essencial para a implementação da Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho. “O trabalho dos povos e comunidades tradicionais precisa da mesma proteção exigida para o trabalho com um vínculo de emprego. Segurança no trabalho, ambiente salubre, combate à discriminação, por exemplo, devem ser garantidos no trabalho tradicional desses povos. Precisamos ouvi-los para descobrir suas demandas”, sublinha.

Jornal Midiamax