Política

Senadores de MS se solidarizam com Fabiano Contarato após episódio de homofobia

Otávio Fakhoury fez comentários homofóbicos ao compartilhar publicação do senador Fabiano Contarato

Dândara Genelhú Publicado em 01/10/2021, às 14h39

Senador expôs situação de homofobia durante sessão da CPI.
Senador expôs situação de homofobia durante sessão da CPI. - Foto: Arquivo Midiamax.

Os senadores sul-mato-grossenses Simone Tebet (MDB) e Nelsinho Trad (PSD) se solidarizaram com o senador do Espírito Santo, Fabiano Contarato (Rede Sustentabilidade). O parlamentar sofreu episódio de homofobia ao ter uma publicação compartilhada pelo empresário Otávio Fakhoury.

Ouvido pela CPI, o empresário teve uma publicação exposta, que ofende o senador Contarato. O próprio parlamentar comentou o post e apontou a situação de homofobia que viveu.

Assim, nesta sexta-feira (1º), a senadora Simone Tebet publicou nas redes sociais que além de solidariedade e respeito, possui “admiração ao Senador Contarato que, ao defender sua dignidade ofendida, optou por fazê-lo em nome de todos”. Ela definiu o episódio de homofobia como “cinismo e a barbárie de alguns, a quem faltam princípios mínimos de humanidade e que teimam na involução do processo civilizatório”.

Já o senador Nelsinho Trad, destacou que “orientação sexual não define caráter. Homofobia é crime e não pode ser admitida”. Assim, estendeu “apoio pelo fim do preconceito e garantia de direitos”.

Na última quinta-feira (30), a senadora Soraya Thronicke se manifestou sobre o ocorrido e apoiou o parlamentar. “Pessoas brilhantes falam sobre ideias, pessoas medíocres falam sobre coisas, e PESSOAS PEQUENAS falam sobre outras pessoas (Dick Corrigan)”, publicou a senadora de MS.

Discurso na CPI

O senador destacou que o post utilizado para fazer a publicação continha um erro de grafia. No entanto, disse que ficou admirado por ver alguém de maioridade se propôr ao papel homofóbico. “O senhor é casado, tem filhos, a sua família não é melhor do que a minha”

Ele lembrou ainda que o STF (Supremo Tribunal Federal), tardiamente, criminalizou a homofobia, equiparando com racismo. “O mesmo Supremo que o senhor defende para extinguir”, apontou ele.

Em relato humanizado, ele disse que foi difícil expôr a vida pessoal, família e filhos para falar sobre a publicação. “Mas é necessário, para que outros não sofram o mesmo. Porque se o senhor faz isso comigo, sendo um senador da república, imagine em um Brasil que mais mata LGBTQIA+”, afirmou.

“Então, o mínimo que o senhor deveria fazer é pedir desculpa não só a mim, mas sim a toda a população LGBTQIA+”, ressaltou. Por fim, o senador pediu que os prints fossem encaminhados para as autoridades policiais. Assim, disse que irá apurar a responsabilidade por crime de homofobia.

Jornal Midiamax