Política

Ponto decisivo de aceitar pré-candidatura à Presidência foi não ter mulher na disputa, diz Simone Tebet

Lançamento da pré-candidatura da senadora será realizada dia 8, às 10h

Renata Volpe Publicado em 06/12/2021, às 07h33

Lançamento da pré-candidatura à Presidência da República de Simone será dia 8
Lançamento da pré-candidatura à Presidência da República de Simone será dia 8 - Marcos Ermínio, Jornal Midiamax

O lançamento da pré-candidatura à Presidência da República da senadora Simone Tebet (MDB) acontece no próximo dia 8, em Brasília, e o ponto decisivo para ela aceitar o desafio foi o fato de não ter nenhuma mulher na disputa, mesmo que 52% da população brasileira seja feminina.

Simone afirmou ao Jornal Midiamax, que tinha projeto de reeleição no próximo ano. “Foi uma decisão difícil porque meu mandato encerra em 2022, eu tinha projeto de reeleição para o Senado”.

Segundo a senadora, o ponto decisivo de aceitar o convite de ser pré-candidata, foi de não ter nenhuma outra pré-candidata mulher. “Se você me perguntar qual a vírgula, o pontinho que me fez decidir, foi o fato de olhar para triste realidade de que tem 52% de mulheres no Brasil e não teríamos nenhuma pré-candidata mulher para falar do que mais importa para mulher brasileira, para falar de gente, das coisas básicas, do sentimento de amor pelas pessoas, de não aguentar suportar a dor de uma família sendo despejada, passando fome, não tem médico para atender, aliviar o sofrimento de um idoso ou uma criança”.

Conforme a senadora, ter uma voz feminina na disputa é fundamental. “Ainda que lá na frente as coisas possam se encaminhar de outra forma, é fundamental, não sou de fugir da raia”.

A senadora falou ainda sobre o MDB, partido com maior capilaridade e com maior número de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores. “Eu tenho convicção de que nos momentos em que o Brasil mais precisou, foi o MDB que sempre se ergueu, não só na época da ditadura, o MDB sempre muito criticado por não fazer oposição, está sempre apoiando governos, a não ser esse porque é impossível apoiar um desgoverno como o do atual presidente da República, mas é essa a importância do maior partido do Brasil”.

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