Política

Nelsinho declara que não vota em Simone à presidência do Senado

Senador justificou que vai seguir a orientação do PSD, que apoia Rodrigo Pacheco

Adriel Mattos Publicado em 14/01/2021, às 10h30 - Atualizado às 15h45

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), candidata à presidência do Senado Federal, não deve contar com pelo menos um voto de seus colegas da Casa. Nelsinho Trad (PSD-MS) vai seguir a orientação de sua legenda e votar em Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Em entrevista à uma emissora de rádio do Sergipe, Trad justificou que será fiel à orientação do PSD. “Eu sou uma pessoa que visto a camisa e não costumo mudar. Meu partido vai apoiar o senador Rodrigo Pacheco e os 11 senadores vão acompanhar”, disse.

PSL e “traições”

O Jornal Midiamax procurou a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) para saber se ela já definiu seu voto e aguarda resposta. O PSL está negociando com o bloco de Simone.

A emedebista já tem Cidadania e Podemos. O PSDB rachou e a liderança liberou o voto. A legenda tem sete senadores, mas José Serra e Mara Gabrilli, ambos de São Paulo, já declararam voto em Simone.

Nas contas das campanhas, Pacheco tem 38 votos e Simone 27, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo. Há de se levar em conta a possibilidade de “traição”. Como o voto é secreto, os parlamentares podem votar como quiserem, apesar do compromisso.

Ambos os candidatos contam com isso. No Podemos, Romário (RJ) e Marcos do Val (ES) não devem votar em Simone, segundo o jornal O Globo. Pacheco quer ainda atrair os indecisos Styvenson Valentin (RN) e Flávio Arns (PR).

No PSDB, Roberto Rocha (MA), Plínio Valério (AM), Izalci Lucas (DF) e Rodrigo Cunha (AL). No próprio MDB, Luiz do Carmo (GO), Jader Barbalho (PA) e Veneziano Vital do Rêgo (PB) não sabem se votarão em sua candidata.

Por sua vez, Simone também está de olho em quem quer aderir à sua candidatura. Esperidião Amin (PP-SC) anunciou que não votará em Pacheco. Zenaide Maia (Pros-RN) é outra que pode contrariar sua bancada. 

Jornal Midiamax