A Câmara Municipal de Campo Grande abrirá nesta terça-feira (9) espaço para o dr. André Alvarenga falar do TEA (Transtorno do Espectro Autista). O uso da palavra livre ocorrerá por indicação do vereador Papy (Solidariedade).
Alvarenga é doutor em Ciências da Educação e Especialista da área.
O convite ocorre enquanto a Câmara discute o projeto de lei 9.970/2021, de Papy. A proposta visa a obrigar a prefeitura a oferecer e divulgar adesivos com os dizeres “Aqui mora uma pessoa autista”.
O objetivo da lei é estabelecer ações para promover o menor ruído ou poluição Sonora próximo das casas de pessoas com autismo.
Assim, espera-se “orientar, conscientizar e clarificar a sociedade sobre o transtorno do espectro autista através da empatia”. A meta é exercer “um cuidado dos munícipes quanto aos problemas sensoriais de uma criança, adolescente e adultos com o Transtorno do Espectro Autista”.
Especialistas estudam o autismo há quase 70 anos
Papy lembrou que há quase 70 anos são feitos estudos sobre o TEA. O médico austríaco Leo Kanner o descreveu como “incapacidade para relacionar-se”.
Segundo informou a Câmara, os estudos ligaram características das pessoas com autismo a alterações em áreas de sensibilidade no cérebro. Por exemplo, as responsáveis por identificar sons, luz e tato, desencadeando crises de ordem sensorial, como descrito por Alvarenga.
As manifestações que definem o autismo incluem, entre outras:
1) Déficits qualitativos na interação social e comunicação,
2) Repetição de padrões de comportamento,
3) Poucos interesses em atividades.
Os sinais são variáveis de pessoa para pessoa com TEA.
O Diário Oficial da Câmara publicou a proposta na sexta-feira (5). Não há informações sobre a data de pauta. Conforme o sistema do Legislativo, não há projetos pautados para a sessão de hoje.