Política

Em MS, Eduardo Leite volta a destacar confiança de vitória nas prévias

Governador do RS também teceu críticas ao presidente Bolsonaro

Marcelo Nantes Publicado em 11/09/2021, às 13h40

Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, encerra pré-campanha presidencial em Campo Grande
Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul, encerra pré-campanha presidencial em Campo Grande - Foto: Henrique Arakaki | Midiamax

No segundo e último dia de campanha por Campo Grande, o governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à presidência da República, Eduardo Leite (PSDB), demonstrou confiança de que pode ser a opção da legenda para as eleições de 2022. Questionado pela reportagem do Jornal Midiamax sobre a disputa interna com tucanos mais conhecidos no cenário nacional, o gaúcho esbanjou segurança de que é possível vencê-la.

“Tenho absoluta confiança que sim. A única candidatura fora de São Paulo foi em 2014 (Aécio Neves/MG). Desta vez, o partido optou em não repetir a fórmula e abrir prévias, o que demonstra a disposição de não seguir a mesma regra que sempre observou e, quem sabe, buscar alternativa em outra região. Estou entusiasmado com o incentivo que recebi aqui no Mato Grosso do Sul”, declarou o pré-candidato gaúcho.

Em sintonia com a decisão do partido de fazer oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Leite também criticou o discurso que o mandatário fez na última terça (7), no Dia da Independência.

“O presidente não pode falar o que disse e dois dias depois pedir desculpas e (achar que) tá tudo bem. Não estou defendo que o processo de impeachment ocorra. Não quero o pior para o Brasil, quero serenidade. A gente não pode viver esta constante expectativa de que uma nova manifestação vá derrubar a bolsa, pressionar o dólar e afastar investimentos. Importante não permitir que o presidente passe de determinado ponto e torcer para que ele não faça que a população pague uma conta cara”, observou.   

A viagem a Mato Grosso do Sul ocorre em meio a campanha de prévias do PSDB, que promete ser uma das mais disputadas dos últimos tempos. O partido, que sempre teve quadros considerados fortes na disputa presidencial, tenta consolidar um nome para ser a 3ª via e quebrar a polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro.

Ainda estão na disputa interna do partido o governador de São Paulo, João Doria; o senador pelo Ceará, Tasso Jereissati; e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. A decisão está marcada para o dia 21 de novembro deste ano.

Jornal Midiamax