Política

Dagoberto cita desgaste de Pazuello e aponta nome do Centrão para Saúde

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS) criticou o novo impasse sobre o comando de uma das pastas mais importantes do governo. O presidente da República, Jair Bolsonaro, avalia substituir pela terceira vez o ministro da Saúde, no momento mais crítico da pandemia de Covid-19. “Não adianta. Surgiu a [cardiologista] Ludhmila Hajjar. Ela é a favor […]

Adriel Mattos Publicado em 15/03/2021, às 16h56 - Atualizado às 16h59

Dagoberto Nogueira durante sessão remota. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)
Dagoberto Nogueira durante sessão remota. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados) - Dagoberto Nogueira durante sessão remota. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS) criticou o novo impasse sobre o comando de uma das pastas mais importantes do governo. O presidente da República, Jair Bolsonaro, avalia substituir pela terceira vez o ministro da Saúde, no momento mais crítico da pandemia de Covid-19.

“Não adianta. Surgiu a [cardiologista] Ludhmila Hajjar. Ela é a favor de medidas de restrição, ele não, acabou não dando certo”, lembrou, em referência à médica que recusou assumir o ministério.

O pedetista citou o nome do deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ) como mais forte candidato no momento. “Temos aí o Dr. Luizinho. Ele [Bolsonaro] precisa resolver esse desgaste. Está sendo aconselhado a parar de falar contra [restrições”, afirmou.

Dagoberto citou os Estados Unidos como exemplo, que ampliaram a vacinação e viram reduzir o número de casos e mortes. “Países estão vacinando e diminuindo registro, enquanto o Brasil bate recordes de vergonha. Os Estados Unidos fizeram isso, mas também eles trocaram o presidente”, disse, citando a eleição de Joe Biden, que sucedeu Donald Trump.

Imbróglio

Atingido diretamente pelo desgaste do general de Exército na Saúde, Bolsonaro está cogitando substitui-lo. A demissão de Pazuello chegou a ser anunciada, mas ele negou que esteja de saída agora.

A cardiologista Ludhmila Hajjar recusou o convite, por discordar do presidente em questões como isolamento e o “tratamento precoce”, medida que inclui medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença.

Jornal Midiamax