Política

Com serviço ineficiente do Consórcio Guaicurus, vereador sugere liberar vans em Campo Grande

Diretor do Consórcio, João Resende admitiu falhas e comentou a gratuidade no passe

Graziela Rezende Publicado em 03/12/2021, às 12h09

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Audiência pública sobre o transporte coletivo, em Campo Grande, teve desde discurso de “estudante insatisfeito” a vereador sugerindo a liberação de vans, principalmente em bairros onde o serviço de ônibus não está disponível ou então demora mais de uma hora. Os discursos ocorreram nesta manhã (3), na Câmara Municipal. 

“O Consórcio Guaicurus está tirando várias linhas, de vários ônibus, e hoje mesmo conversei com uma senhora, do bairro Moreninhas, que disse que ficou mais uma hora no ponto de ônibus e depois teve que pedir Uber. O Consórcio está perdendo clientes e a população de Campo Grande só vai estar a favor quando eles [Consórcio] também estiverem a favor da população, buscando recursos importantes”, afirmou o vereador Júnior Coringa (PSD). 

De acordo com o parlamentar, a população está buscando um serviço alternativo pelo fato do serviço estar ineficiente. “O povo está sofrendo igual sardinha nos ônibus e o consórcio querendo subsídios. É preciso que faça investimento, que tire dinheiro do bolso para que se tenha um transporte de qualidade, senão vamos ficar fazendo audiência pública para sempre. O Consórcio vai continuar perdendo cliente, porque o povo vai ficar migrando e eu sou a favor de vans na cidade. Se o Consórcio não tem como cumprir em todos os locais, entrega para as vans”, comentou. 

Ao comentar o assunto, o diretor do Consórcio, João Rezende, primeiro disse que o tema é de “relevância e dispensa comentários”. “O que aconteceu em Campo Grande é que ficamos parados no tempo e artérias importantes da cidade não têm serviço de transporte. Quem é que não conhece a avenida Lúdio Martins Coelho, onde temos apenas os ônibus cruzando e praticamente não trafegam por ela”, disse.

De acordo com Rezende, a tarifa também precisa chegar a um valor acessível, momento em que as pessoas vão buscar o serviço de transporte coletivo e não motocicletas e bicicletas, diminuindo, inclusive, os acidentes de trânsito na cidade.

Já para o Diretor-Presidente da Agetran, Janine de Lima Bruno, a pandemia acarretou paralisação de muitas obras, as quais estão sendo licitadas novamente. “Isso não é culpa do município, dos usuários, de ninguém. A pandemia veio e tudo dobrou de preço, então, o município entende que são necessárias algumas mudanças, como a ampliação da avenida Afonso Pena para fazer o corredor de ônibus e os abrigos nos pontos, por exemplo”, comentou. 

Neste ano de 2021, Janine ressalta que a cobertura foi instalada em cerca de 400 pontos de ônibus na cidade. “Eu estava ouvindo a reclamação do estudante e digo que, nesta gestão, nós colocamos cobertura em 400 pontos e temos ainda cerca de 2000 locais sem abrigo dos cerca de 4,5 mil pontos distribuídos na cidade”, ressaltou. 

Sobre os terminais, o diretor comentou que ao menos três deles foram reformados este ano na capital sul-mato-grossense. “Nós estamos contando com a presença da Guarda Municipal nos terminais na Júlio de Castilho, Bandeirantes e Guaicurus, para combater o vandalismo generalizado, que não é simplesmente roubar e sim quebrar por quebrar. Temos ainda os bicicletários e a sinalização inteligente, entre outros fatores”, finalizou.

Jornal Midiamax