Política

Sem vice de Marquinhos, PSDB já estuda ‘saída honrosa’ para eleição em Campo Grande

Lideranças do PSDB em Campo Grande já cogitam “plano B” para as eleições municipais deste ano. Isso porque os sinais que chegam da direção do PSD apontam para rejeição à indicação tucana para o cargo de vice do prefeito e pré-candidato à reeleição, Marquinhos Trad. O PSDB não esconde que trabalha pelo nome do vereador […]

Jones Mário Publicado em 08/09/2020, às 16h32 - Atualizado em 09/09/2020, às 07h45

Prefeito da Capital, Marquinhos Trad, e governador Reinaldo Azambuja (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
Prefeito da Capital, Marquinhos Trad, e governador Reinaldo Azambuja (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo) - Prefeito da Capital, Marquinhos Trad, e governador Reinaldo Azambuja (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)

Lideranças do PSDB em Campo Grande já cogitam “plano B” para as eleições municipais deste ano. Isso porque os sinais que chegam da direção do PSD apontam para rejeição à indicação tucana para o cargo de vice do prefeito e pré-candidato à reeleição, Marquinhos Trad.

O PSDB não esconde que trabalha pelo nome do vereador e presidente da Câmara, João Rocha, para compor chapa majoritária com Trad.

A legenda tucana ainda não marcou convenção em Campo Grande. Diante do iminente “não, obrigado” do PSD, lideranças do PSDB se reúnem nesta semana para definir provável “saída honrosa” para o pleito.

Ouvidos pela reportagem, tucanos com entrada nas decisões municipais do partido alegam que não existe “faca no pescoço” de Marquinhos Trad. Porém, descartam abrir mão de candidato próprio à prefeitura caso o potencial aliado rejeite a indicação do vice. Os deputados federais Beto Pereira e Rose Modesto são sempre os nomes mais ventilados para encabeçar chapa.

Embora o cenário desenhado nos últimos meses seja de aliança, inclusive com investimentos substanciais do governo do Estado em obras na Capital, uma ala tucana já não vê com surpresa a opção por candidatura própria. Fala-se, inclusive, de costurar parcerias com outros partidos.

“É o partido de maior bancada na Câmara, de muitos deputados estaduais, do governador. Temos bons quadros e não participar do pleito é muito ruim”, avalia nome do PSDB.

O problema é a queda de braço com segmento significativa da sigla, capitaneado pelo governador Reinaldo Azambuja. Ele entende que é o momento de retribuir o apoio de Marquinhos no segundo turno das eleições para o Executivo estadual, em 2018.

Escolha pessoal

No PSD, a definição pelo nome do candidato à vice de Marquinhos Trad é sempre atribuída exclusivamente ao prefeito. A direção do partido fala em “decisão pessoal”, mas reforça que não houve compromisso entre as legendas para uma aliança no pleito deste ano.

Ganha força a manutenção de Adriane Lopes, do Patriota, como braço direito de Marquinhos, mas o prefeito estaria “olhando para um lado e para o outro”, relatou liderança do PSD.

O ponto de tensão está na avaliação desta mesma liderança, que espera o apoio tucano nas eleições para prefeito “independentemente do cargo de vice”.

O PSD bate o martelo para as eleições deste ano em convenção municipal, prevista para o próximo dia 15.

Jornal Midiamax