Política

‘Guedes mentiu’: Soraya rebate críticas após votar contra congelamento de salários

Em resposta a críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, a senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke usou sua conta no Twitter para dizer que ele “mentiu” sobre  proposta, após os senadores terem votado para derrubar o veto presidencial ao reajuste salarial de servidores públicos até 2021, por conta da pandemia de coronavírus. Guedes disse que o […]

Matheus Maderal Publicado em 21/08/2020, às 11h48 - Atualizado às 12h08

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). (Foto: Reprodução)
A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). (Foto: Reprodução) - A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS). (Foto: Reprodução)

Em resposta a críticas do ministro da Economia, Paulo Guedes, a senadora sul-mato-grossense Soraya Thronicke usou sua conta no Twitter para dizer que ele “mentiu” sobre  proposta, após os senadores terem votado para derrubar o veto presidencial ao reajuste salarial de servidores públicos até 2021, por conta da pandemia de coronavírus. Guedes disse que o Senado deu “um péssimo sinal” e classificou a decisão como “um crime contra o País”.

Nesta manhã (21), Soraya publicou um vídeo em que o ministro aparece dizendo que “é claro que, durante toda essa pandemia [de coronavírus], médicos, policiais militares, enfermeiros, todo mundo que estiver na linha de frente de combate, devem ser uma exceção a qualquer, digamos assim, impedimento de aumento de salário”.

A senadora ainda fez duras críticas a Guedes em seu papel como ministro, chamou-o de ranzinza, inábil e irresponsável e sugeriu que ele “voltasse para casa”. “Sim, esclareci que o ministro Paulo Guedes mentiu e que é absolutamente inábil para a política. O Senado Federal está aguardando retratação. Peço ao governo de Jair Bolsonaro para que se conscientize de que Paulo Guedes não entrega. Está na hora deste senhor ranzinza e irresponsável ir pra casa. O Brasil tem pressa!”, tuitou Soraya.

O Senado chamará o chefe da pasta para dar explicações sobre críticas à Casa de Leis. A cobrança por esclarecimentos foi negociada por senadores em uma reunião remota nesta quinta-feira, 20, uma espécie de sessão informal realizada antes das deliberações. A articulação foi costurada enquanto a Câmara votava para manter o veto.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), apresentou um requerimento de autoria própria para chamar Guedes a dar explicações. Senadores também discutiram a possibilidade de uma nota de repúdio ao ministro, o que foi descartado. O requerimento deverá ser votado na próxima terça-feira, 25.

“O Senado cometeu um crime, segundo ele. Qual é o crime? Foi uma linguagem retórica? Queremos fazer uma coisa civilizada. Em vez de trocar insulto, daremos a ele a oportunidade de se explicar”, disse o senador Esperidião Amin (PP-SC), que apresentou um pedido de convocação do ministro.

Senadores fecharam um acordo para fazer um convite a Guedes, ao qual ele não é obrigado a aceitar. Se houver a recusa, será feita uma convocação, o que aumentaria a tensão entre o Senado e Guedes. De acordo com Amin, até senadores que votaram a favor do veto ao reajuste manifestaram indignação pela fala de Guedes. “O Senado votou tudo que o governo quis até agora. A explicação do ministro pode melhorar ou não. Tenho a expectativa que melhore”, afirmou Amin. (Com informações da AE)

Jornal Midiamax