Política

Com dificuldade para achar novo líder, Reinaldo deixa escolha para próxima semana

Diante da dificuldade em indicar novo líder na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) adiou para a próxima semana o anúncio de quem irá defender as pautas do Governo na Casa de Leis neste ano. Para a próxima terça-feira (11), está prevista reunião com lideranças seguida do anúncio […]

Danúbia Burema Publicado em 05/02/2020, às 17h07 - Atualizado às 18h36

Deputado Gerson Claro (PP), líder do governo na Casa de Leis. (Luciana Nassar/ALMS, Arquivo).
Deputado Gerson Claro (PP), líder do governo na Casa de Leis. (Luciana Nassar/ALMS, Arquivo). - Deputado Gerson Claro (PP), líder do governo na Casa de Leis. (Luciana Nassar/ALMS, Arquivo).

Diante da dificuldade em indicar novo líder na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) adiou para a próxima semana o anúncio de quem irá defender as pautas do Governo na Casa de Leis neste ano. Para a próxima terça-feira (11), está prevista reunião com lideranças seguida do anúncio do novo nome. O problema é que nenhum dos cotados está empolgado com a função.

“Sob uma perspectiva é ser líder do Governo e saber que vai ter que defender pautas que nem sempre são populares. O Governo não mexe só com projetos que são populares”, ponderou o deputado estadual Gerson Claro (PP), após reunião com o secretário Especial de Governo e presidente regional do PSDB, Sérgio de Paula, nesta quarta-feira (05).

Claro disse não estar ‘concentrado’ na liderança e que seu foco é em tentar manter coeso o bloco G-10 e o trabalho em prol dos correligionários que tentarão conquistar um mandato nessas eleições. “Essa função não é questão de ter interesse ou não, a decisão não passa pela gente. É uma decisão daquilo que for para harmonia da Casa e atender os interesses dos projetos do Governo”, ressaltou. 

Mesmo sendo apontado pelos colegas como o nome preferido dos tucanos, o parlamentar afirma que mais nomes podem ser cogitados. O problema na sua indicação, segundo fontes do próprio Governo, é que o parlamentar não estaria disposto a sacrificar, em defesa dos projetos polêmicos de Reinaldo, sua imagem já desgastada.

Preso durante a deflagração da Operação Antivírus, deflagrada em agosto de 2017, ele é réu com outras 17 pessoas em processo iniciado com denúncia do Gaeco sobre escândalos de corrupção no período em que estava à frente do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul).

Disputa em Campo Grande

O outro cotado, deputado estadual Rinaldo Modesto (PSDB), também não sinaliza interesse em voltar a ser líder de Reinaldo na Assembleia. Apesar de ter defendido as pautas do Governo por quatro anos, ele deixou o cargo após polêmica envolvendo sua votação contrária a projetos enviados pelo Governo, em julho do ano passado.

A postura já sinalizava distanciamento do projeto tucano, que insiste em apoiar a reeleição do prefeito Marquinhos Trad (PSD) em detrimento do desejo já manifesto da irmã do parlamentar, a deputada federal Rose Modesto (PSDB), de sair candidata a prefeita na Capital. Recentemente, o líder do partido chegou a anunciar em entrevista coletiva que pediu à deputada para ficar em silêncio para ‘não conturbar o ambiente político’.

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