Política

Candidato em partido de delegada apaga vídeo com ex-detento que fez postagens ligadas ao PCC

Chamou atenção do eleitorado o vídeo do candidato a vereador de Campo Grande, Henrique Fernando Freitas Gonçalves, no qual ele defendeu projeto para espaço de lazer voltado a “titanzeiros” – adeptos a práticas de manobras radicais com motocicletas do tipo Honda Titan. Isso porque – no vídeo compartilhado ainda antes do início oficial da campanha […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 04/10/2020, às 09h14 - Atualizado em 06/10/2020, às 10h16

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Chamou atenção do eleitorado o vídeo do candidato a vereador de Campo Grande, Henrique Fernando Freitas Gonçalves, no qual ele defendeu projeto para espaço de lazer voltado a “titanzeiros” – adeptos a práticas de manobras radicais com motocicletas do tipo Honda Titan.

Isso porque – no vídeo compartilhado ainda antes do início oficial da campanha – o então pré-candidato aparece ao lado de jovem envolvido em crime de latrocínio ocorrido em 2016. Posteriormente absolvido, o rapaz ainda responde a dois processos por receptação e teria sido responsável por filmar comemorações do aniversário de facção criminosa, em 2016, dentro do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.

Em razão disso, Henrique Magrão, como também é conhecido, foi alvo de críticas e chegou a apagar o vídeo – que ainda circula em grupos de WhatsApp.

Magrão atua como lojista de motos e incentiva a prática esportiva com o veículo. Ele se lançou candidato a vereador pelo Podemos, a mesma legenda da delegada Sidnéia Tobias, que disputa a Prefeitura de Campo Grande nestas eleições. No vídeo polêmico, Magrão destaca a importância de um espaço para a prática esportiva, que seria objeto de um projeto para criação desse espaço no bairro Indubrasil, e também destaca que a ideia seria apresentada a então pré-candidata Sidnéia Tobias.

Ao Jornal Midiamax, por telefone, Magrão confirmou a autoria do vídeo, mas disse que o mesmo já foi apagado das redes sociais devido a críticas. Porém, ele também afirmou que não faria distinção a eleitores durante sua campanha.

“Loja de motos é que nem mercado, entra quem quiser. E eu não sou polícia para investigar passado de ninguém. Eu não sou amigo dele, às vezes faço serviços de manutenção, mas eu tenho esse projeto de lazer e esse rapaz é apenas um dos que amaram a ideia”, detalhou à reportagem.

Magrão acrescentou que o grupo de adeptos a esportes com motocicletas em Campo Grande teria cerca de 500 pessoas – potenciais eleitores – e que não poderia fazer distinção. “[Campanha] é de A a Z: não tem preto, vermelho, homossexual… Conheço vários tipos de pessoas, de juiz a policial. Sou um cara tranquilo, cabeça aberta. Como eu quero ganhar voto, não vou fazer distinção. Quem quiser confiar, estou de braços abertos”, concluiu.

Por meio de nota, a candidata Sidnéia Tobias pontuou que não teria como acompanhar o conteúdo postado pelos candidatos a vereador e lamentou o ocorrido. Confira na íntegra:

“Não é possível saber o que os 44 candidatos a vereador estão fazendo no dia a dia da campanha. Todos hoje têm um celular com acesso à internet e estão conversando com gente de todo tipo na cidade . Eles filmam, tiram fotos e ao final fazem o que querem. Não nos consultam. Eu lamento o ocorrido. Nos meus 30 anos de Polícia Civil, nunca aliviei para malandragem. Bandido pra mim ou está preso ou está morto.” (Matéria alterada às 10h20 em 6 de outubro de 2020 para acréscimo de informações). 

Jornal Midiamax