Política

Insatisfeito, Contar rompe acordo e lança candidatura avulsa à 1ª secretaria

A uma semana da posse e da eleição que deve definir a composição da nova Mesa Diretora da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), acordos costurados entre os parlamentares continuam rendendo ‘surpresas de última hora’. Desta vez, o protagonista é o deputado eleito Renan Contar (PSL). Com votação expressiva em outubro, Contar decidiu […]

Maisse Cunha Publicado em 25/01/2019, às 12h41 - Atualizado em 15/07/2020, às 04h15

Contar chega ao 1ª mandato como deputado mais bem votado da história (Foto: Maisse Cunha/Arquivo Midiamax)
Contar chega ao 1ª mandato como deputado mais bem votado da história (Foto: Maisse Cunha/Arquivo Midiamax) - Contar chega ao 1ª mandato como deputado mais bem votado da história (Foto: Maisse Cunha/Arquivo Midiamax)

A uma semana da posse e da eleição que deve definir a composição da nova Mesa Diretora da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), acordos costurados entre os parlamentares continuam rendendo ‘surpresas de última hora’. Desta vez, o protagonista é o deputado eleito Renan Contar (PSL).

Com votação expressiva em outubro, Contar decidiu ‘nadar contra a maré’ e lançar sua candidatura avulsa – o que é regimentalmente permitido – a 1ª secretaria, responsável pelas finanças da Casa de Leis. O motivo: “compromisso com a renovação”, garante.

Acordo firmado entre o provável novo presidente da Mesa, Paulo Correa (PSDB) e o G-10 – grupo composto por 10 deputados, onde Contar e o colega de partido Coronel David figuram -, deixou o militar da Reserva descontente.

O conchavo pode garantir a reeleição do veterano Zé Teixeira (DEM), o que contraria uma bandeira fundamental levantada pelo capitão, que é a alternância de cargos. “Não é do meu feitio fazer acordão, represento a renovação e quero que isso seja feito também na assembleia”, disse ao Midiamax, nesta sexta-feira (25).

Experiência em gestão

Com 10 anos de atuação na área administrativa do Exército, Contar afirma que tem ‘experiência de sobra’ para gerir as finanças do Palácio Guaicurus, caso reúna os votos suficientes para impedir a recondução de Teixeira. O democrata vem dizendo que já conta com 15 assinaturas, dois votos a mais do que o necessário para sua manutenção no cargo.

“É do meu feitio procurar renovar e fazer o correto. A 1ª secretaria é uma cadeira sensível dentro da Assembleia, de muita importância, que cuida dos contratos e da administração interna da Casa”, avalia.

Ele evitou avaliar a gestão do democrata, mas lembra do compromisso firmado nas urnas, segundo ele, excelência na gestão de recursos e de pessoas. Ele disse que os colegas do G-10 já foram comunicados e evitou dar uma estimativa de quantos votos espera alcançar na disputa com o produtor rural.

“Essa decisão foi tomada desde que fui eleito e quanto aos apoios, essa resposta vamos ter no dia da eleição. O compromisso que cada deputado tem com seu eleitor é o que vai ditar o voto dele”, avisa. Caso não seja o escolho para o cargo, o parlamentar pretende ocupar espaço na comissão de Segurança, pela origem funcional.

Com acordo, PT perde espaço

O acordo costurado com Corrêa garantiu, além de harmonia entre o G-10 e o veterano Teixeira, três dos principais cargos na nova composição da Mesa Diretora, 2ª secretaria, 2ª e 3ª vice-presidência, já que a 1ª deve ficar com o emedebista Eduardo Rocha. Os nomes já estão sendo ventilados, mas a definição só sai mesmo na próxima segunda-feira (28).

Com a escolha pela 2ª secretaria, responsável pela Comunicação das Casa de Leis, o G-10, em maior número, deve tirar o PT da disputa. O cargo até então era ocupado pelo deputado Amarildo Cruz, que não foi reeleito. Com baixa adesão em outubro, sigla perdeu metade da bancada e, consequentemente, seus poderes de negociação, perdendo espaço para outros pares.

Com os novos ‘poderes’, o grupo deve, ainda, conseguir alavancar dois nomes nas comissões de Constituição, Justiça e Redação, Finanças e Orçamento e Serviço Público, Obras, Transporte, Infraestrutura e Administração. O G-10 é formado, além de Herculano, pelos deputados Lucas de Lima (SD), Evander Vendramini (PP), Gerson Claro (PP), Neno Razuk (PTB), João Henrique Catan (PR), Londres Machado (PSD), Antônio Vaz (PRB) e Renan Contar (PSL).

Jornal Midiamax