Política

Servidores não recebem, mas prefeita de Dourados pede aumento de 55,57% no próprio salário

A prefeita de Dourados, Délia Razuk que, não está conseguindo colocar a folha de pagamento do funcionalismo municipal em dia, pediu aval dos vereadores para aumentar o seu próprio salário em 55,27%, elevando o mesmo de R$ 13.804,56 para R$ 21.434,34. A proposta de reajuste foi encaminhada através de projeto lei entregue pelo secretário municipal […]

Marcos Morandi Publicado em 12/12/2019, às 17h09 - Atualizado em 20/12/2019, às 08h57

Professores protestam contra o atraso de salários. (Foto: Divulgação).
Professores protestam contra o atraso de salários. (Foto: Divulgação). - Professores protestam contra o atraso de salários. (Foto: Divulgação).

A prefeita de Dourados, Délia Razuk que, não está conseguindo colocar a folha de pagamento do funcionalismo municipal em dia, pediu aval dos vereadores para aumentar o seu próprio salário em 55,27%, elevando o mesmo de R$ 13.804,56 para R$ 21.434,34. A proposta de reajuste foi encaminhada através de projeto lei entregue pelo secretário municipal de Fazenda,  Carlos Francisco Dobes Vieira, ao presidente da Câmara, Alan Guedes, que já levou o assunto ao conhecimento de seus pares.

A prefeita alega que “no Município de Dourados o subsídio da prefeita e seus secretários, estabelecidos na Lei 3.658, de 2 de janeiro de 2013,  é exatamente o mesmo desde a Lei 2.701, de 10 de setembro de 2004. Segundo ela, “confrontando as normas constitucionais declinadas com as leis municipais, evidencia-se claramente que os subsídios do chefe do executivo e secretários  (…) , que não foi assegurado sequer a correção da desvalorização monetária ocorrida no período.

Nas suas argumentações  e como forma de tentar sensibilizar os vereadores a respeito da necessidade de que o seu  salário seja reajustado, Délia Razuk reclama que “no período compreendido entre 2005 a 2019 foi concedido um total de 55,27% de correção no vencimento dos servidores, contudo aos subsídios dos agentes políticos, nenhuma correção foi concedida”.

Dessa forma, ela entende que a falta de aplicação do índice anual de correção evidencia, também, um achatamento dos subsídios do prefeito e dos secretários municipais. Nas ponderações apresentadas aos vereadores, a prefeita afirma que “essa distorção ainda produz um grave entrave jurídico na política de remuneração dos servidores públicos municipais, em especial em relação a algumas carreiras públicas”,  dando a entender,  que os salários não são reajustados porque existe uma  defasagem em relação à remuneração da própria prefeita.

Na última segunda-feira (09) os trabalhadores em educação do município fizeram uma manifestação em protesto ao atraso dos salários dos servidores que ainda não foram quitados. Com faixas estendidas em frente à  Prefeitura, eles protestaram contra a administração da prefeita Délia Razuk.

Jornal Midiamax