Política

Após polêmica com Moro, Maia exclui pacote anticrime de sua agenda na Câmara

A queda de braço entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ganhou mais um capítulo neste sábado (23). O democrata deu a entender que o pacote anticrime, enviado pelo ex-juiz federal, não terá vez na pauta da Casa de Leis tão cedo. Moro enviou seu projeto para […]

Maisse Cunha Publicado em 24/03/2019, às 10h52 - Atualizado em 25/03/2019, às 10h05

Maia afirmou que sua agenda, no momento, “é a reforma da Previdência”, sem elencar projeto de Moro (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
Maia afirmou que sua agenda, no momento, “é a reforma da Previdência”, sem elencar projeto de Moro (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil) - Maia afirmou que sua agenda, no momento, “é a reforma da Previdência”, sem elencar projeto de Moro (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

A queda de braço entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Justiça, Sérgio Moro, ganhou mais um capítulo neste sábado (23). O democrata deu a entender que o pacote anticrime, enviado pelo ex-juiz federal, não terá vez na pauta da Casa de Leis tão cedo.

Moro enviou seu projeto para a Câmara dos Deputados em fevereiro, antes da proposta de reforma da Previdência, e contava com celeridade do legislativo na votação da matéria. Maia não gostou de ser pressionado e chamou Moro de “funcionário de Bolsonaro’, destacando sua falta de traquejo para articulação interinstitucional.

Depois de almoço com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Maia afirmou que sua agenda, no momento, “é a reforma da Previdência”.

“Depois da Previdência, a nossa agenda é a reforma tributária e a repactuação do Estado brasileiro. É isso que queremos fazer. De que forma o governo vai ou não participar não é um problema meu, é um problema do Executivo”, afirmou a jornalistas, sem citar o projeto de Moro entre suas prioridades.

O ex-juiz federal ficou insatisfeito com a decisão do democrata de enviar seu projeto para análise de uma comissão na Casa de Leis, com prazo de 90 dias para conclusão, prorrogáveis por mais 90.

Maia sinalizava, até então, que colocaria o projeto em votação, assim que o texto da Previdência fosse aprovado, mas, agora, a tendência é que o texto seja ‘engavetado’, ao menos por hora. Presidente, Maia tem prerrogativa de decidir o que será pautado e votado pelos colegas.

Jornal Midiamax