Política

Temer e PMDB esperam faturar politicamente com a intervenção

'Militares nas ruas aumentará a sensação de segurança'

Diego Alves Publicado em 19/02/2018, às 22h44

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‘Militares nas ruas aumentará a sensação de segurança’

Às vésperas da eleição e confiantes de que a medida surtirá efeito, o governo Michel Temer e o PMDB esperam faturar politicamente com a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. O cálculo do Palácio do Planalto é que a população apoia a medida e que a presença dos militares nas ruas aumentará a sensação de segurança.Temer e PMDB esperam faturar politicamente com a intervenção

Pesquisa feita pela empresa Ideia Big Data, por exemplo, aponta que 75% dos moradores do Rio acham que a segurança pública deve melhorar com a intervenção, embora 81% avaliem que a medida não vai resolver o problema.

Lideranças do PMDB do Rio afirmam que, diante da incapacidade do governador Luiz Fernando Pezão de controlar a situação, não havia outra alternativa. Perguntado se a intervenção não aumentaria o desgaste do partido no estado e não passaria uma imagem de fragilidade de Pezão, um dirigente do PMDB fluminense respondeu:

— E desde quando ele passou impressão diferente?

Assessores do Palácio do Planalto afirmam que Temer e o PMDB do Rio não têm o que perder. O presidente é recorde de impopularidade e o partido no estado está com suas principais lideranças presas, além de arcar com o desgaste da crise fiscal que resultou, inclusive, no atraso do salário dos servidores.

O ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) teve papel central na decisão de decretar a intervenção federal na segurança pública do estado. Ele também está na linha de frente da articulação para mudar o comando estadual do PMDB, hoje nas mãos do presidente afastado da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, que está preso preventivamente. 

A preocupação de Moreira, segundo pessoas próximas, é que o partido precisa se organizar para as eleições no Rio, e que o fato de a atual cúpula estar presa prejudica não só a imagem do PMDB, mas também enfraquece as negociações com outras siglas. 

Jornal Midiamax