Política

Temer diz que hostilidade ao visitar vítimas de desabamento não o faria desistir de reeleição

Presidente teve que deixar local às pressas após ser vaiado

Richelieu Pereira Publicado em 04/05/2018, às 12h22 - Atualizado às 12h24

Foto: Marcos Corrêa /PR
Foto: Marcos Corrêa /PR - Foto: Marcos Corrêa /PR

O presidente Michel Temer (MDB-SP) diz que manifestações negativas, como a que ocorreu no 1º de Maio, quando prestou solidariedade às vítimas do incêndio no prédio que desabou em São Paulo, não interferem em decisões que pretende tomar a respeito de disputar a reeleição em outubro deste ano.

Na ocasião, Temer teve que deixar às pressas o local após ser alvo de vaias e xingamentos. “Eu achei que seria falta de autoridade eu não comparecer [ao local onde o prédio desabou]. Lamento, mas tenho de enfrentar”, disse em entrevista a veículos da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Questionado se a reação negativa de alguns presentes não afetaria sua intenção de disputar as eleições de outubro, o presidente foi claro: “Não seria este fato que me faria desistir da reeleição”. Temer acrescentou que a decisão de se lançar na disputa só será tomada em junho, quando outras candidaturas estarão mais sólidas ou terão desaparecido.

Temer foi à área do prédio desabado na manhã de terça (1º) e, após entrevista, teve de deixar o lugar às pressas após ser vaiado. “Nós queremos casas!”, “vagabundo”, “pilantra”, gritava a multidão. Houve, inclusive, quem atirasse objetos na direção dele e seguranças tiveram de levantar uma pasta como barreira no ar.

Entrevista

Temer recebeu os jornalistas de veículos na biblioteca do Palácio da Alvorada para entrevista que durou cerca de uma hora.

A sabatina ocorreu com perguntas amenas e respostas igualmente sem sobressaltos. Apenas quando perguntado sobre uma eventual terceira denúncia contra ele por parte da PGR (Procuradoria-Geral da República) é que Michel Temer foi mais enfático em se defender. Ele chamou as duas denúncias já em suspenso pela Câmara dos Deputados de “pífias” e disse que uma terceira seria “mais pífia” ainda.

“Ela [a eventual terceira denúncia] é uma mera hipótese, fala-se nisso para tentar desvalorizar o governo. Ela não tem a menor possibilidade de prosperar, eu diria que é mais pífia, de menor dimensão até do que as denúncias anteriores”, rebateu.

“Claro que não tenho nenhuma preocupação. Há apenas uma campanha deliberada para ‘ah, pode vir uma terceira denúncia etc’. Isso é para tentar enfraquecer o governo. Se nós resistimos até hoje, imagina se não pode resistir a quatro, cinco, seis meses”, falou.

(Com Agência Brasil e UOL)

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