Política

‘Sem dinheiro não se faz guerra’, adverte senador sobre intervenção militar

Senadores de oposição não entraram em obstrução

Diego Alves Publicado em 21/02/2018, às 01h52

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Senadores de oposição não entraram em obstrução

Após mais de sete horas de discussões na Câmara dos Deputados, em sessão que teve início na noite de segunda-feira (19/2) e adentrou a madrugada desta terça (20), agora é a vez do Senado Federal analisar o decreto que coloca a Segurança Pública do Rio de Janeiro sob intervenção federal. 'Sem dinheiro não se faz guerra', adverte senador sobre intervenção militar

Ao contrário dos deputados federais, os senadores de oposição não entraram em obstrução. Mas tanto parlamentares favoráveis à intervenção quanto os contrários têm batido em um mesmo ponto: o decreto não prevê a dotação orçamentária das ações federais a serem adotadas no combate à criminalidade no estado.

Falando em favor da intervenção, o senador Lasier Martins (PSD-RS) foi direto: “É preciso orçamento continuado. Sem dinheiro não se faz guerra”, advertiu ele, corroborando com os argumentos do relator da matéria na Casa, senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), que proporá medidas para garantir recursos à intervenção. “Tem que ter um planejamento até o fim, não dá para começar e não terminar. Não dá para começar uma operação dessa magnitude e no meio dizer que não alcançamos o que queríamos por falta de recurso”, disse.

A votação do projeto no Senado estava prevista para as 18h desta terça, mas seu início foi adiado em uma hora. A sessão não poderia começar até a reunião conjunta do Congresso Nacional ser concluída, o que só ocorreu às 19h55. Às 20h25 o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) declarou aberta a sessão para análise da intervenção.

Jornal Midiamax