Política

Reinaldo, Puccinelli e Odilon preferem não comentar briga para soltar Lula

Depois de um domingo marcado por decisões em torno do pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que movimentou o cenário político nacional, nenhum dos três principais postulantes ao Governo de Mato Grosso do Sul quis comentar o assunto. Procurados, Reinaldo Azambuja (PSDB) e André Puccinelli (MDB), além de Odilon de […]

Maisse Cunha Publicado em 09/07/2018, às 16h10 - Atualizado em 10/07/2018, às 08h53

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Depois de um domingo marcado por decisões em torno do pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que movimentou o cenário político nacional, nenhum dos três principais postulantes ao Governo de Mato Grosso do Sul quis comentar o assunto.

Procurados, Reinaldo Azambuja (PSDB) e André Puccinelli (MDB), além de Odilon de Oliveira (PDT), preferiram o silêncio à comentar o impasse jurídico onde desembargador plantonista do TRF-4 (Tribunal regional Federal da 4ª Região), Rogério Favreto, concedeu liberdade à Lula e, horas depois, teve decisão barrada pelo presidente do colegiado, desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz.

Humberto Amaducci, pré-candidato ao governo do Estado pelo PT, por outro lado, defendeu que a manutenção da prisão do ex-presidente ‘escancara’ que o petista é vítima de um “golpe”.

“Cada vez fica mais claro essa questão do golpe, que o Lula é um preso político mesmo, aonde o Sérgio Moro abandona inclusive as férias pra fazer a loucura que eles fizeram”, afirma Amaducci. “Se percebe que essa atitude golpista do Judiciário expõe demais as instituições, e isso é muito ruim”, afirmou ao Midiamax.

Para Amaducci, a Polícia Federal deveria ter cumprido a decisão do desembargador Rogério Favreto de dar liberdade ao ex-presidente e depois, se fosse o caso, a Justiça deliberar sobre eventual retorno de Lula à prisão, mesmo pensamento do advogado e deputado federal Fábio Trad (PSD) e do ministro da Secretaria de Governo da Presidência da república, Carlos Marun.

“Qual que deveria ser o procedimento normal, libera-se o presidente Lula, cumpre o habeas corpus, e os deliberam a partir de hoje pra pedir a prisão dele de novo, respeitando o Judiciário”, afirmou.

O caso

A longa guerra de decisões travada ao longo do domingo (8) terminou com o despacho do presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Carlos Eduardo Thompson Flores, que deu a palavra final: quem tem o poder de decidir sobre o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o relator, João Pedro Gebran Neto, e, portanto, o petista continuará preso.

Ele anulou a decisão do desembargador Rogério Favreto que, cumprindo a escala de plantão de final de semana do TRF4, admitiu um pedido de habeas corpus apresentado em favor de Lula e determinou a soltura do ex-presidente.

A decisão provocou a reação do juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, que, apesar de estar em férias, determinou à Polícia Federal que não cumprisse a decisão enquanto Gebran Neto não se manifestasse.

A medida só não foi cumprida porque Gebran Neto suspendeu a decisão e teve a sua iniciativa referendada pelo presidente do TRF4.

Jornal Midiamax