Política

Preso em Corumbá há 1 ano, Cesare Battisti pode ser extraditado por Bolsonaro

O ex-ativista italiano condenado por terrorismo e que vive exilado no Brasil, Cesare Battisti, pode ser extraditado para a Itália caso o país fizer a solicitação ao Governo Brasileiro no ano que vem, quando Jair Bolsonaro (PSL) assumir a Presidência. Cesare foi preso pela última vez há um ano, em Corumbá, quando tentava fugir para […]

Aliny Mary Dias Publicado em 29/10/2018, às 15h37 - Atualizado em 30/10/2018, às 10h51

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Preso em Corumbá há 1 ano, Cesare Battisti pode ser extraditado por BolsonaroO ex-ativista italiano condenado por terrorismo e que vive exilado no Brasil, Cesare Battisti, pode ser extraditado para a Itália caso o país fizer a solicitação ao Governo Brasileiro no ano que vem, quando Jair Bolsonaro (PSL) assumir a Presidência. Cesare foi preso pela última vez há um ano, em Corumbá, quando tentava fugir para Bolívia.

Em entrevista nesta segunda-feira (29), o futuro ministro da Casa Civil de Bolsonaro, deputado federal Onyx Lorenzoni afirmou que Bolsonaro pretende enviar Cesare de volta para a Itália.

“Já temos homicidas demais no Brasil para ainda ficar aqui alimentando e dando condição de guarida para um homicida que matou muita gente na Itália. A lei tem que ser para todos. E não tenho nenhuma dúvida de que, cumprindo as formalidades legais, o Battisti vai se entender com as autoridades italianas”, afirmou Lorenzoni ao G1.

Mais cedo, ministro da Itália, Matteo Salvini, afirmou em suas redes sociais que o país pedirá a extradição do ex-ativista. Uma carta, inclusive, já teria sido enviada por Salvini para Bolsonaro, ainda na época da campanha. Detalhes sobre a extradição já estariam acertados.

Prisão e histórico

Atualmente, Battisti vive exilado no Brasil e tem os passos controlados por tornozeleira eletrônica. Em outubro do ano passado, Cesare foi preso pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Corumbá com dinheiro não declarado enquanto tentava atravessar a fronteira para Bolívia.

Dias após a prisão, o ex-ativista conseguiu liberdade e também teve pedido de extradição negado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Em maio deste ano, o MPF (Ministério Público Federal) pediu à Justiça a prisão preventiva de Cesare porque ele teria riscos

Cesare, hoje aos 62 anos,  foi condenado pela justiça italiana em 1987 por terrorismo, com restrição de luz solar, pelo suposto envolvimento em quatro homicídios, além de assaltos e outros delitos menores.  É considerado terrorista pelo Estado italiano, embora o delito de terrorismo não seja tipificado na legislação italiana.

Depois da condenação, Battista, que também é ativista de extrema esquerda, integrante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), viveu na França, país que negou, por duas vezes, pedidos de extradição feitos pela Itália. Pouco depois de 2004, o terrorista fugiu para o Brasil e o STF autorizou o procedimento em 2009.

Em razão da extradição ser autorizada apenas mediante decreto, em dezembro de 2009 o então presidente Lula (PT) decidiu pela não extradição de Cesare, que na época estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda. A soltura dele veio por meio de decisão do STF em junho de 2011. Desde então, ele vivia em liberdade no Brasil.

Jornal Midiamax