Política

Prefeitura retira da pauta projeto que permitiria eleições para diretores

Projeto de lei foi alvo de debate em audiência pública

Guilherme Cavalcante Publicado em 22/03/2018, às 13h27

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Projeto de lei foi alvo de debate em audiência pública

O Executivo Municipal tirou oficialmente da pauta de votações na Câmara o projeto de lei que determinaria eleições diretas para diretores pedagógicos das escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino) em Campo Grande. O anúncio foi feito pelo vereador Carlão (PSB) durante a sessão ordinária desta quinta-feira (22), na Câmara dos Vereadores.

Na ocasião, o vereador também criticou a postura de membros da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), que rechaçaram, durante a audiência pública realizada na quarta-feira (21), o anúncio de que o projeto seria retirado de pauta devido a inconsistências. “Se me pressionar [para aprovação do projeto] eu ‘espano’. Não aceito pressão da ACP”, declarou.

Prefeitura retira da pauta projeto que permitiria eleições para diretores

Protagonista de discussões acaloradas durante a audiência, o vereador Valdir Gomes (PP) foi quem abriu o assunto durante a sessão. O tom, no entanto, contrastou com o observado ontem: Valdir apenas agradeceu a pela realização da audiência e pelo debate ocorrido na Casa de Leis.

Substititivo

Durante a audiência pública, o vereador Delegado Wellignton (PSDB) causou revolta entre professores presentes e chegou a ser vaiado ao afirmar que “diante de inconsistências” retiraria o projeto da pauta. Membros da ACP chegaram a afirmar que a retirada do projeto seria um “golpe”, já que a indicação de diretores favorecia a criação de “currais eleitorais” nas escolas.

Diante disto, a vereadora Darlengh Campos (PP) ventilou a possibilidade de fazer uma substituição do texto que iria a votação. Todavia, o presidente da CPE (Comissão Permanente de Educação da Câmara), Valdir Gomes, destacou que a medida era inócua, já que o projeto precisaria passar novamente pelas comissões da Casa, dentre elas, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), para poder ir à votação em plenária.

Sobre novas datas de votação, a propósito, somente o presidente da Câmara, vereador João Rocha, poderia adiantar um cronograma. Todavia, ele não esteve presente durante a audiência. Nenhuma data de reapresentação da matéria foi apresentada na sessão desta quinta-feira.

Jornal Midiamax