Política

Operação Ross: PF volta às ruas para cumprir mandados em endereços ligados a Aécio

Três mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quinta-feira (20), em endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB), em Belo Horizonte. Um dos locais vistoriados é a casa da mãe do parlamentar. A segunda fase da Operação Ross investiga recebimento de vantagens indevidas do grupo J&F, entre 2014 e 2017. Casa do […]

Maisse Cunha Publicado em 20/12/2018, às 07h59

 (Valter Caampanato/Agência Brasil)
(Valter Caampanato/Agência Brasil) - (Valter Caampanato/Agência Brasil)
Operação Ross: PF volta às ruas para cumprir mandados em endereços ligados a Aécio
(Valter Caampanato/Agência Brasil)

Três mandados de busca e apreensão são cumpridos na manhã desta quinta-feira (20), em endereços ligados ao senador Aécio Neves (PSDB), em Belo Horizonte. Um dos locais vistoriados é a casa da mãe do parlamentar. A segunda fase da Operação Ross investiga recebimento de vantagens indevidas do grupo J&F, entre 2014 e 2017.

Casa do primo do senador, Frederico Pacheco, além de uma empresa de comunicação, que ele teria em sociedade com a irmã de Aécio, Andréa Neves, também são vasculhadas. De saída do senado, Aécio segue para a Câmara dos Deputados, no dia 1° de fevereiro.

Há 9 dias, outros mandados foram cumpridos em imóveis do senador e de sua irmã, em Minas Gerais e Rio de Janeiro, e também fez buscas em Mato Grosso do Sul. As buscas desta quinta-feira foram autorizadas pelo ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).

As buscas foram baseados na delação premiada do empresário Joesley Batista e do executivo da JBS, Ricardo Saud. Eles afirmam que repassaram em torno de R$ 100 milhões em propina ao tucano e a aliados, entre os anos de 2014 e 2017.

Polícia Federal investiga se Aécio e aliados receberam propina por meio da contratação de serviços que não eram prestados, usando notas fiscais frias. A Operação Ross é desdobramento da Operação Patmos, que culminou no afastamento de Aécio do mandato de senador, em 2017.

O tucano teria aparecido em gravação feita por Joesley, pedindo R$ 2 milhões, que segundo o senador, seria para pagar honorários advocatícios. Na ocasião, o assessor de Michel Temer, que ficou conhecido como ‘homem da mala’, Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), foi preso.

Jornal Midiamax