Política

Filme sobre drogas gera discussão entre político, museu e internautas

Discussão sobre legalidade da maconha aconteceu no Facebook

Aliny Mary Dias Publicado em 25/04/2018, às 18h33 - Atualizado em 26/04/2018, às 17h38

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A exibição de um documentário sobre as dificuldades do poder público em combater as drogas, mais especificamente a maconha, é assunto de polêmica entre internautas, o local de exibição e até político sul-mato-grossense. Bastou o MIS (Museu da Imagem e do Som) divulgar no Facebook que exibirá o filme nesta quinta-feira (26) para o bate-boca virtual começar.

Os detalhes sobre a exibição foram publicados no site da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul há cinco dias, mas a polêmica se instalou anteontem (23), quando a página do MIS no Facebook compartilhou o link com detalhes sobre o documentário.

A maioria dos internautas que comentou na postagem apoiou a iniciativa do MIS em exibir o filme, mas muita gente não concordou com a exibição audiovisual. Entre eles o presidente regional do PRB, ex-diretor-presidente da Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) e pré-candidato a deputado federal, Wilton Acosta.

Filme sobre drogas gera discussão entre político, museu e internautasAcosta disse ser “lamentável” a exibição do documentário porque “toda a sociedade é conhecedora dos malefícios que as drogas trazem para a vida humana, as lícitas e ilícitas. E pior ainda, é ver o dinheiro público fazendo apologia à liberação da maconha. Vergonha alheia.. #MaconhaNao”, disparou o político.

O documentário “Cortina de Fumaça” tem 88 minutos e é iniciativa do projeto THCine Cultural, que utilizará o espaço do MIS para a exibição gratuita. Conforme o MIS, o filme retratará os seguintes assuntos: relação entre o ser humano e as drogas psicoativas; discordância entre a atual classificação das drogas e o conhecimento científico sobre as substâncias; situação particular da Cannabis sp. (maconha), uso industrial e medicinal; surgimento dos projetos proibicionistas e o colapso social que algumas cidades, como o Rio de Janeiro, vivem por causa da violência e da corrupção.

O comentário de Wilton causou polêmica e fez com que o MIS emitisse nota em que afirmou ser “espaço público democrático” para exibição de filmes, e também que os materiais audiovisuais não têm relação com a Fundação de Cultura.

“No caso da projeção do filme ‘Cortina de fumaça’, o MIS está apenas cedendo espaço, como faz nas demais atividades relacionadas ao cinema. A proposição desta sessão é do THCine, Cineclube criado em 2013 após a participação de seus respectivos membros no do Rio +20, um dos maiores eventos ambientalistas do mundo”, defendeu o museu.

THCine no MIS!

Posted by Museu da Imagem e do Som de MS on Monday, April 23, 2018

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