Política

Campanha de Meirelles pode ter disparado mensagens em massa a usuários do Bolsa Família

A campanha do ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), derrotado nas urnas, pode ter feito disparos em massa a beneficiários do programa Bolsa Família, do Governo Federal. Os disparos teriam sido feitos no 1° turno. Os números de telefone dos beneficiários são sigilosos e seu uso ou cessão para outras finalidades que não relativas ao programa são […]

Maisse Cunha Publicado em 05/11/2018, às 08h23 - Atualizado às 08h26

(Foto: José Cruz/Agência Brasil)
(Foto: José Cruz/Agência Brasil) - (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Campanha de Meirelles pode ter disparado mensagens em massa a usuários do Bolsa Família
(Foto: reprodução/UOL)

A campanha do ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), derrotado nas urnas, pode ter feito disparos em massa a beneficiários do programa Bolsa Família, do Governo Federal. Os disparos teriam sido feitos no 1° turno. Os números de telefone dos beneficiários são sigilosos e seu uso ou cessão para outras finalidades que não relativas ao programa são ilegais.

Os disparos teriam sido feitos pela empresa Deep Marketing, contratada por Meirelles por R$ 2 milhões para prestação de serviços referentes a campanha na internet, como construção de site de campanha, gestão de mídias sociais e o próprio envio de mensagens via WhatsApp, conforme apurou o UOL.

Um dos sócios da Deep Markenting seria o empresário Lindolfo Antônio Alves Neto, dono da Yakows, investigada pela Polícia Federal pelo envio de mensagens anto-PT financiada por grupo de empresários simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSL), conforme relevado pelo jornal Folha de São Paulo.

Ao UOL, a campanha de Meirelles afirmou que jamais contratou nem mesmo teve relação comercial com a Yakows e também não ordenou disparou de mensagem com base de dados comprada. Segunda mais cara, a campanha de Meirelles custou R$ 45 milhões, custeados pelo próprio ex-ministro.

O Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pela gestão do Bolsa Família, afirmou que não forneceu dados dos beneficiários a campanhas eleitorais e desconhece casos de utilização indevida da base nacional do Cadastro Único.

Disparos

Os disparou teriam sido feitos no dia 5 de outubro, dois dias entes do primeiro turno de votação e envolvia proposta do candidato ao melhoramento do benefício: “Programa Bolsa Família ainda melhor. Pro-criança: receba um benefício extra para deixar seu filho numa creche particular”. As mensagens foram enviadas à 1h a 2 milhões de contatos.

Conforme apurado pelo UOL, a lista de contatos por meio da qual a propaganda eleitoral teria sido enviada estava gravada com o nome “Base_Comprada_Bolsa Família_16”. Ao menos 24 mensagens em massa diferentes com propaganda oficial de Meirelles foram enviadas pela empresa, entre os dias 18 de outubro e 5 de setembro. 13 milhões de famílias estão na base nacional do Bolsa Família.

Jornal Midiamax