Política

Vereadores acusam líder da ACP de fazer campanha após pedir ‘respeito’

Sindicalista pediu que categoria seja chamada para discutir leis

Joaquim Padilha Publicado em 05/10/2017, às 13h38

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Sindicalista pediu que categoria seja chamada para discutir leis

Nesta quinta-feira (5), líderes de partidos da Câmara de Vereadores de Campo Grande repudiaram a fala do presidente da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), Lucílio, que pediu durante sessão nesta quarta-feira (4) que os parlamentares “respeitassem” os professores da Capital.

A declaração ocorreu durante uma sessão solene, na noite desta quarta-feira, em homenagem aos professores da Capital, em alusão à data comemorativa do Dia do Professor, no dia 15 de outubro. Para alguns vereadores, Lucílio foi à Câmara “pedir votos”.

“O que me pareceu é que ele quer ser candidato. Falou em momento errado”, disse o vereador Carlão, líder do PSB, agradecendo aos professores que lotaram a Câmara na sessão solene. “Quer ser candidato, vai atrás de voto, vai fazer campanha em outro lugar”, afirmou o parlamentar.

A posição foi a mesma do líder do PP, Valdir Gomes. “Infelizmente as pessoas aproveitam de uma solenidade desse tamanho para usar a tribuna”, afirmou “Mas nós somos 29 cadeiras, não podemos temer candidato”, concluiu.

Prestação de Contas

O vereador Vinícius Siqueira (DEM) também disse que o presidente da ACP preferiu “atacar” a Câmara em repúdio à uma solicitação de prestação de contas. Segundo ele, o Sindicato teria gasto R$ 148 mil com a manutenção de dois carros.Vereadores acusam líder da ACP de fazer campanha após pedir 'respeito'

“O Lucílio veio até à Câmara, disse que as contas da ACP estariam abertas, mas quando eu pedi os valores eles negaram”, disse Siqueira. O democrata disse que entrou com ação no MPT (Ministério Público do Trabalho) para pedir a prestação de contas do Sindicato.

Respeito à Categoria

Em resposta aos vereadores, o presidente da ACP afirma que apenas foi à Câmara pedir que a categoria seja consultada sobre projetos que possam afetar a educação pública, o que, para ele, configuraria o respeito aos professores.

“A homenagem é importante, mas o respeito significa que, todo e qualquer projeto que trate assuntos que vão afetar o cotidiano da escola, a categoria tem que ser consultada, isso é o respeito que eu pedi”, disse Lucílio.

Ele nega qualquer pretensão de concorrer às eleições, como afirmado pelos vereadores “Nós somos sindicalistas, não parlamentares. Não sou candidato a nada, não sou político e não tenho essa preocupação”, afirmou.

Jornal Midiamax