Política

Peemedebistas preferem ‘não comentar’ operação da PF que implica Puccinelli

Siufi diz que os planos do partido não mudam

Midiamax Publicado em 11/05/2017, às 10h57

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Siufi diz que os planos do partido não mudam

O líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Rocha, disse nesta manhã que não sabia que o ex-governador André Puccinelli, foi levado para prestar depoimento na Polícia Federal. De qualquer forma, ele não quis comentar sobre o assunto.

“Eu liguei meu celular e vocês [reportagem] me ligaram. Estou a caminhão de São Paulo para um compromisso de meu mandato e nem tive tempo de ler as notícias. Mas sobre o fato em si, prefiro não comentar antes de ter acesso ao que de realmente aconteceu”, disse Rocha.Peemedebistas preferem 'não comentar' operação da PF que implica Puccinelli

Para o colega do mesmo partido, parlamentar estadual Paulo Siufi, os planos da sigla não mudam em nada, mas enfatizou que também não teve acesso a todas as informações, e sim somente pela imprensa.

“Independente do que ocorreu nesta manhã, o André continua sendo nosso maior líder e os planos do partido continuam sendo os mesmos. Se Puccinelli definir por ser nosso candidato ele será. Quanto a esta operação não temos muitos detalhes até o momento e por isso não tem o que se comentar por enquanto. Ele continua com meu respeito e admiração”.

Ao ser questionado se ele se confirma a posição de que caso André não saia candidato ao governo, ele não sai para reeleição, ele diz que sim, mas tudo vai depender de quem será o nome.

“Se André não sair candidato não me sentirei a vontade para sair, mas se por um acaso for a Simone, sabemos que ela também é um nome forte”, ressaltou Siufi.

O deputado ressaltou que na próxima segunda-feira (15), a executiva regional irá se reunir com toda a bancada federal para falar sobre os rumos do partido, mas ele afirma que a reunião já estava marcada e que não é por conta do caso desta data.

Operação

A PF cumpre, desde as 6h, ordens judiciais de busca, apreensão e prisão em diversos endereços de Campo Grande. Um dos mandados cumprido é no apartamento de André Puccinelli (PMDB), ex-governador do Estado, e seria motivado, supostamente por crime de lavagem de dinheiro. Informações preliminares são de que a Justiça Federal teria negado a prisão de Puccinelli, mas teria mandado colocar no ex-governador uma tornozeleira eletrônica.

No prédio do filho do ex-governador já estiveram três equipes da PF. Duas já deixaram o prédio com documentos. Uma ainda permanecesse. O filho do ex-governador deve ser conduzido coercitivamente para prestar depoimento

Também estariam implicados na investigação que levou à operação desta quinta-feira o ex-secretário-adjunto de Fazenda, André Cance, Mauro Cavalli, ex-chefe de licitação da Secretaria de Meio Ambiente, em Campo Grande, ainda quando André Puccinelli era prefeito da cidade, entre 1997 e 2004, além do empresário Mirched Jafar Júnior, proprietário da Gráfica Alvorada.

Jornal Midiamax