Política

‘Lamentável que deputado trate trabalhador como vagabundo’, diz sindicalista

Presidente da Fetems comentou fala de Elizeu Dionízio  

Midiamax Publicado em 03/04/2017, às 15h46

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Foto: Cleber Gellio/Midiamax

Presidente da Fetems comentou fala de Elizeu Dionízio

O presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Botarelli, disse no final da manhã desta segunda-feira (3), que lamenta que um deputado federal trate os trabalhadores como ‘vagabundos’. Isso ao se referir a fala do parlamentar Elizeu Dionísio (PSDB-MS), da última sexta-feira (31).

“É lamentável que um deputado federal trate o trabalhador como vagabundo. A situação com ele tomou essa proporção porque pelo que os presentes me falaram ele falou que 'cutistas' [pessoas ligadas a CUT] e petistas são bandidos e teriam que estar presos”, relatou Botarelli.

O presidente afirma que é contra qualquer tipo de ação como esta e não concordou como tudo ocorrer, mas de acordo com ele, “o que falou dele [do deputado federal] foi parar e conversar com a gente como todos os demais parlamentares fizeram. A gente só queria conversar e Elizeu já chegou com dois seguranças”.

Na última sexta-feira, o deputado falou à reportagem do Jornal Midiamax, ao ser questionado sobre a suposta agressão no aeroporto, por sindicalistas manifestantes contrário a reforma da Previdência.

“Trabalhador não é vagabundo para ficar em aeroporto. Quem estava no aeroporto é vagabundo sindicalista, trabalhadores estavam dormindo, pois têm horário para cumprir. Vamos separar o que é trabalhador do que é vagabundo. Esse pessoal é vagabundo”, disse na ocasião o parlamentar.

O protesto em questão foi feito no aeroporto com intuito de questionar cada deputado federal que chegava à Capital sobre o projeto de reforma da Previdência, proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).

Elizeu Dionísio contou que registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil e que a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) já forneceu as imagens do ocorrido e que agora ela aguarda a investigação policial.

“Fica claro que quem apanhou fui eu e os dois policiais. No vídeo fica claro que os policiais não reagiram às agressões, foram vítimas dessa quadrilha instalada dentro dos sindicatos”, concluiu o parlamentar em agenda pública na última sexta.

Foto: Cleber Gellio/Midiamax

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