Política

Falta de documentos à CPI da Propina pode derrubar acordo de delação da JBS

Empresários não podem dificultar investigações

Evelin Cáceres Publicado em 03/07/2017, às 15h04

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Empresários não podem dificultar investigações

Caso não entregue até o fim desta segunda-feira (03) os documentos solicitados pela CPI da Propina da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a JBS pode ter questionado e derrubado o acordo feito na delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, segundo o presidente da Comissão, deputado estadual Paulo Correa (PR).

A empresa será notificada pela Assembleia a entregar a documentação e, havendo negativa, a delação pode correr riscos. “Os empresários se comprometem, na delação, a colaborarem com qualquer investigação. Caso eles não entreguem tomaremos as medidas judiciais cabíveis”, sustentou o deputado.Falta de documentos à CPI da Propina pode derrubar acordo de delação da JBS

Mesmo sem a documentação, os trabalhos da Comissão seguem com análise dos Tares (Termos de Ajuste de Regime Especial) concedidos para efetivamente convocar Wesley, Joesley, Saud e Boni para depor na CPI.

Delação

Ao homologar o conteúdo da delação, o ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), tornou público as declarações dos irmãos Batista e demais executivos da holding J & F. Existe um capítulo específico sobre Mato Grosso do Sul, no qual Zeca, Puccinelli e Reinaldo são acusados de cobrarem propina da empresa para concederem benefícios fiscais.

Sobre Zeca, a delação de Wesley confirma versão do irmão, mas pontua que não tem documentos sobre a propina. Já nos governos de Puccinelli e Reinaldo os Batista entregaram uma série de notas fiscais que seriam frias usadas pelos ex-governadores para justificarem o pagamento de propina. Os três ex-governadores negam que tenham cobrado propina do grupo JBS.

Jornal Midiamax