Política

Duas semanas após delação bombástica, Marun diz que ‘conspiração’ fracassou

Deputado comemorou que Temer continuará no cargo 

Aliny Mary Dias Publicado em 01/06/2017, às 18h15

None

Deputado comemorou que Temer continuará no cargo 

Duas semanas depois da delação de empresários da JBS revelar suposto esquema de cobrança de propina com envolvimento do presidente Michel Temer (PMDB) e governadores, o deputado federal Carlos Marun (PMDB) e atualmente porta-voz do Governo na Câmara afirmou nesta quinta-feira (1º) que a “conspiração asquerosa” contra o presidente “fracassou”.

Em vídeo publicado nesta tarde em sua página no Facebook, Marun destacou as duas semanas da crise política enfrentada pelo governo Temer. Segundo ele, a conversa gravada por Joesley Batista produziu um áudio “fraudulento e editado” que foi responsável por espalhar “boatos que levariam Temer à renúncia”.

Em tom de vitória, o deputado por Mato Grosso do Sul declarou que o presidente seguirá no cargo até o final do mandato, em dezembro de 2018. Marun lembrou, no entanto, que há a tramitação de ação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas que isso não impediria Temer de concluir o mandato. 

Confira abaixo o vídeo na íntegra:

A delação

No termo de declaração, Wesley Batista revela que o suposto esquema de pagamento de propina em troca de incentivos fiscais em Mato Grosso do Sul começou no governo Zeca do PT e esteve vigente até o final do ano passado, já na gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB). Em espécie, Puccinelli teria recebido R$ 30 milhões, e levado mais R$ 60 milhões via ‘doleiro’.

Duas semanas após delação bombástica, Marun diz que 'conspiração' fracassou

Entretanto, o empresário cita que em 2010, enquanto candidato a deputado, Zeca teria pego R$ 3 milhões de Joesley para campanha, sendo R$ 1 milhão em doação oficial e R$ 2 milhões em espécie, no escritório da empresa em São Paulo.

Jornal Midiamax