Política

Deputados de MS aguardam decisão do STF sobre Maia para definir voto

Maioria deve apoiar reeleição de Maia

Evelin Cáceres Publicado em 01/02/2017, às 14h27

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Maioria deve apoiar reeleição de Maia

Mesmo em véspera de eleição na Câmara dos Deputados, em Brasília, ainda não há definição dos parlamentares de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (1º) sobre seus votos para a presidência. Isso porque a maioria diz aguardar a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a possibilidade de Rodrigo Maia (DEM) atual presidente, concorrer ou não para o próximo biênio.

Geraldo Resende (PSDB) afirma que a decisão só será conhecida amanhã, dia de votação. “Devo acompanhar o meu partido, mas ainda aguardamos a definição do apoio, ainda está em discussão”.

Zeca (PT) alega que o candidato escolhido é o pedetista André Figueiredo. “Estamos tentando trazer o Rede e o Psol para apoiá-lo”. O nome, entretanto, não é certeza nem mesmo no partido, conforme declarou Dagoberto Nogueira.

“Hoje à tarde o PDT vai se reunir e definir. Se ele lançar mesmo o nome, então pode ser que a gente o apoie. Mas tudo depende da decisão do STF sobre o Rodrigo Maia”.

Com vários partidos rachados, a tendência é que a maioria apoie Maia. Mas para ganhar em primeiro turno, o candidato precisa da maioria absoluta dos votos. Se nenhum candidato alcançar esse número, os dois mais votados disputam o segundo turno.

Essa seria a aposta do PT. “Acredito que de hoje para amanhã muitos candidatos vão cair, estamos acreditando que a disputa será definida somente no segundo turno”, diz Zeca. Carlosn Marun (PMDB) disse que a bancada também aguarda a decisão do Supremo.

Por outro lado, agências de notícias já somam a maioria absoluta dos votos a Maia.

STF

O adversário de Maia, André Figueiredo (PDT/CE), alega que a candidatura do presidente afronta regra da própria Constituição, que proíbe a “recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente”.

Maia defendeu-se nesta terça afirmando que a questão é de competência exclusiva do Legislativo, não cabendo interferência do STF.

O relator, ministro Celso de Mello, deve decidir nesta quarta ou levar a questão ao plenário do órgão, para decisão conjunta dos dez ministros. 

Jornal Midiamax