Política

Após reunião, governo e Fetems reabrem negociação salarial dos administrativos

Governo dará resposta em outubro sobre salários

Evelin Cáceres Publicado em 25/09/2017, às 12h33

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Governo dará resposta em outubro sobre salários

Recebendo menos que o salário mínimo no início da carreira, R$ 805, os servidores administrativos da Educação, representados pela Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) podem ter os salários melhorados em outubro, segundo informou o presidente da Federação Jaime Teixeira nesta segunda-feira (25).

A Fetems e Comissão de Educação da Assembleia Legislativa estiveram reunidas no início da manhã com o secretário de Governo e Relações Institucionais Eduardo Riedel, que acertou montar uma comissão para retomar as negociações.

Até quarta-feira (27), o governo deve ter um parecer sobre a progressão e promoção funcional dos servidores, emperrada desde 2015 e fechar a discussão sobre reestruturação da carreira até outubro.

Esta comissão, que será composta pela Fetems e membros do Executivo irá estudar uma possível incorporação do abono salarial, de R$ 200, na base dos servidores para que eles recebam ao menos o salário mínimo, explica Jaime. Atualmente, o valor do mínimo é de R$ 937,00.Após reunião, governo e Fetems reabrem negociação salarial dos administrativos

“Vamos reabrir a conversa para ver estudar se é a incorporação, ou se este valor será distribuído. O governo vai analisar o melhor a fazer”, disse.

Na última quinta-feira (21), mais de mil servidores da carreira ocuparam a Assembleia Legislativa em protesto ao aumento de 2,9% concedido a todos os servidores estaduais. A categoria, que tem o menor salário base, não concorda como mesmo reajuste dado a todos por conta do congelamento de progressão funcional. 

Líder do governo na Assembleia, Rinaldo Modesto (PSDB) disse que não acredita ser possível a inclusão do abono no salário dos servidores. “Até poque todos os servidores iriam reivindicar o mesmo direito e não é possível para o governo fazer isso. Mas mesmo assim o governo deve estudar uma maneira para atender a categoria”, explicou. 

Jornal Midiamax