Política

Aos 100 dias, Trad diz que não espera ‘confete’ e destaca investimento na saúde

Prefeito diz que fez em menos de 20 dias o que Bernal não fez em 8 meses

Ludyney Moura Publicado em 10/04/2017, às 14h51

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Prefeito diz que fez em menos de 20 dias o que Bernal não fez em 8 meses

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) reuniu imprensa, servidores e todo secretariado para apresentar um balanço dos 100 dias corridos e 69 uteis, à frente da Prefeitura de Campo Grande, e destacou o alto índice de investimento na saúde, o maior da história, segundo ele.

“Não é um dia festa, nem de confete. No Brasil se criou imagem emblemática de 100 dias, estou fazendo balanço da gestão responsável. Não há comemoração e sim reflexão”, afirmou Marquinhos.

Para o prefeito, estes primeiros 100 dias para usados para ‘recuperar a credibilidade (da Prefeitura)’ junto à população, a autoestima dos servidores e a confiança de quem ele chamou dos que ‘produzem pela gestão’.

Segundo Marquinho, sua gestão está investindo 35% do orçamento do município em saúde, superando um recorde do mandato de seu irmão, o ex-prefeito Nelsinho Trad, hoje no PTB, de 32%.

Sobre os buracos nas ruas da cidade, o prefeito afirmou que concorda com as críticas de que a medida é paliativa, mas é o que pode ser feito no momento, já que havia 300 mil buracos em Campo Grande. Ele explicou que o número de equipes fechando buracos aumentou de 5 para 17, e que o serviço melhorou em relação ao desempenhado na gestão de Alcides Bernal (PP), antes feito com brita e asfalto frio.

O convênio com Exército Brasileiro para recapeamento de avenidas na cidade também foi citado por Marquinhos. Segundo ele, sua gestão resolveu em menos de 20 o que Bernal não conseguiu fazer em oito meses, e ainda destravou 300 licenças de obras que estavam paradas na Semadur (Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). 

Nome limpo

O prefeito também agradeceu seu secretariado presentes e os membros da bancada federal do Estado, que abriram portas para que o município pudesse resgatar convênios e parcerias que estavam suspensas.

Campo Grande estava na lista de inadimplentes da União, e Trad afirmou que precisou ‘bater nas portas’ do TRF 3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região) em São Paulo, para ‘limpar’ o nome da cidade.

Segundo Marquinhos, o presidente nacional de seu partido, o ministro da ciência e tecnologia, Gilberto Kassab, disse que ao correligionário sul-mato-grossense ‘convencer Brasília que Campo Grande não era mais caloteira’.

Recursos

Marquinhos também voltou a falar das condições financeiras da Capital no início da gestão. Ele afirmou que Bernal deixou R$ 37 milhões na chamada fonte 1, e que no dia 5 de janeiro ele precisou pagar cerca de R$ 150 milhões referentes à folha de janeiro e 13º salário de 2016. Outros R$ 20 milhões estavam em atraso dos repasses à Santa Casa, assim como R$ 21 milhões do pagamento de terceirizados da Omep e Seleta.

O Chefe do Executivo Municipal ainda citou o fato dos fornecedores de medicamentos que estavam há oito meses sem receber da Prefeitura, e disse que Solurb ‘confiscava’ o dinheiro de um acordo feito no ‘apagar das luzes’.

A liberação dos novos alvarás de táxis e mototáxis, chegada de novos ônibus para transporte coletivo urbano e até mesmo não existência de uma epidemia de dengue também foram assuntos citados pelo prefeito. 

Jornal Midiamax