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Política

Amarildo e Coronel David brigam por fala de Bolsonaro contra índios e quilombolas

 Deputado do mesmo partido defendeu Bolsonaro
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 Deputado do mesmo partido defendeu Bolsonaro

O vídeo que ganhou a internet nesta semana do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmando que se for presidente não demarcará ‘nenhum centímetro’ de terra quilombola ou indígena foi motivo de discussão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (6) entre os deputados Amarildo Cruz (PT) e Coronel David (PSC).

“Estou indignado. É lamentável um deputado federal falar o que ele falou, ainda mais tendo pretensões de ser presidente. Eu sou negro, como 52% da população brasileira, e tenho muito orgulho disso”, disse o deputado petista.

O deputado afirmou não entender o pronunciamento de Bolsonaro, um “homem que se diz estudado e conservador, comparando quilombolas com cabeças de gado”.

Do mesmo partido que o deputado federal, David pediu a parte para defendê-lo. “Muitas das coisas que o Bolsonaro fala, a mídia exagera, são inventadas. Eu não posso deixar de vir aqui e dizer que o que acontece é que ele está incomodando o Brasil pelo fato de ser muito ventilado que será candidato a presidente. Ele não é fascista, como o deputado disse, ele é conservador”.

Pedro Kemp (PT) usou a parte para afirmar que o PT não tinha medo da candidatura do deputado federal. “Espero sinceramente que uma pessoa como essa nunca venha a se tornar presidente. Pessoas como ele são apenas falastrões que surgem em momentos de crise política e financeira como supostos salvadores da pátria”.

David rebateu, afirmando que o PT deixou o país em momento de crise, finalizando a discussão.

‘Não servem para nada’

Sob protestos de cerca de 100 pessoas do lado de fora do clube Hebraica, na zona sul do Rio, mas aplaudido e chamado de ‘mito’ diversas vezes no auditório lotado por outras 300, o deputado federal e cotado para disputar a Presidência da República em 2018, Jair Bolsonaro (PSC-RJ), fez um pronunciamento de uma hora no último dia 3, segunda-feira, ofendendo a comunidades quilombolas e indígenas.

“Onde tem terra indígena tem riqueza embaixo dela. Hoje em dia não temos autonomia mais para mudar isso aí”. “Quilombolas é outra brincadeira. Fui em Paulista e o afrodescendente mais leve pesava sete arrobas. Não serve para nada, nem para procriar eu acho que servem mais”.

 “Riqueza serve para quem trabalha. Dinheiro não é do governo, é de quem trabalha. Pode ter certeza que se eu chegar lá, não vai ter dinheiro para Ong. Esses inúteis vão ter que trabalhar”, são trechos da palestra proferida por Bolsonaro no dia. 

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