Política

Vereadora diz que não vai ceder à ‘pressão ou intimidação’ de Puccinelli

Ela entrou com ação contra a legisladora alegando calúnia e difamação

Jessica Benitez Publicado em 23/02/2016, às 09h52

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Ela entrou com ação contra a legisladora alegando calúnia e difamação

Depois de o ex-governador do Estado, André Puccinelli (PMDB), acioná-la pela segunda vez na Justiça, a vereadora Luíza Ribeiro (PPS) sustenta as acusações que fez contra ele e garante que este tipo de “pressão ou intimidação” não surtirá efeito. Na semana passado o peemedebista entrou com pedido de queixa-crime alegando calúnia e difamação em relação ao depoimento que a legisladora concedeu ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) no ano passado.

À Operação Lama Asfáltica ela acusou políticos e empresários de terem criado um suposto esquema de corrupção que teria se iniciado na primeira gestão de Puccinelli como prefeito de Campo Grande. Sem mencionar ou revelar a existência de prova, Luíza disse que o sistema é endêmico e alega que o ex-governador seria o mentor do suposto esquema de cassação do atual administrador da Capital, Alcides Bernal (PP). A gravação do depoimento acabou vazando na internet.

Nos autos o advogado, Rene Siufi, argumenta que as afirmações “só podem ser frutos de um arraigado espírito de vingança, eis que agora defende ferrenhamente o atual prefeito Alcides Bernal”. Ele completa ressaltando que o seu cliente ficou como “assaltante dos cofres públicos” diante de alegações sem base.

Por meio do Facebook, a vereadora se pronunciou. “Sobre a ação penal distribuída pelo ex-governador André Puccinelli contra mim, pretendendo que eu seja condenada por calunia e difamação, a toda evidência que objetiva constranger a minha pessoa e alterar meu comportamento e testemunho diante de fatos que tenho conhecimento e foram objeto de indagação em inquérito penal de responsabilidade do Ministério Público Estadual pela Força Tarefa”, escreveu.

“Minha questão não se dirige à pessoa do André Puccinelli, mas àquelas condutas que o ex-governador patrocinou ou tolerou quando foi prefeito de Campo Grande e outras tantas de sua trajetória política, que culminaram com desvios de recursos públicos. Quanto às provas dos fatos narrados, compete ao órgão investigador obtê-las no processo, sendo certo que meu depoimento é apenas um dos muitos que foram prestados ao MPE. Pressão ou intimidação, comigo não vai funcionar”, completou.

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