Uma delas conseguiu ocupar cela das “trabalhadoras”
As três mulheres presas ontem (13) durante operação Urutau ocupam celas separadas dentro do presídio feminino Irma Zorzi. Segundo o diretor presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stropa, elas ainda não tiveram visitas pessoais e passaram grande parte desta quarta-feira (14), na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), prestando depoimentos.
O diretor da Agepen explicou que a presidente da Omep (Organização Mundial para Educação Pré-Escolar) Maria Aparecida Salmaze, possui nível superior, mas o presídio da Capital não possui celas especiais. “Desta forma, ela segue dividindo cela com as presas ‘trabalhadoras’, aquelas que saem durante o dia para trabalhar e voltam para dormir”, disse.
Já Kelly Ribeiro, responsável pela ONG (Organização Não Governamental) creche Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, e a contadora da Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária), Ana Cláudia Pereira, estão celas separadas, dividindo espaço com as demais presas.
“O benefício de nível superior não pode ser estendido a nenhuma presa, já que não há celas especiais. A superlotação também não favorece. São 300 presas, divididas em apenas 13 celas”, completou o diretor, sobre as condições das detentas.
Sobre o recebimento de visitas, o diretor destacou que elas apenas têm acesso aos advogados. “ A prisão é provisória e para receber visitar normais, seria necessário ser solicitada uma carteirinha. Caso o pedido de prisão não seja expedido, elas devem cumprir a pena, de cinco dias, sem as visitas”, completou.
Operação Urutau – A operação deflagrada, na manhã desta terça-feira (13), pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), apura a prática de improbidade administrativa e crimes de falsidade ideológica, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa em convênios mantidos pelo Município de Campo Grande com as entidades Omep (Organização Mundial para Educação Pré-Escolar do Estado de Mato Grosso do Sul e Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária).
Ao todo foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão de documentos, três prisões temporárias e sete conduções coercitivas com os dirigentes, prestadores de serviços e funcionários dos locais. Houve buscas na Câmara Municipal de Campo Grande.