Seis partidos foram beneficiados com as propinas
O homem que derrubou do Ministério do Planejamento o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-senador e ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, disse ter feito repasses de propinas a quase 20 políticos de pelo menos seis partidos, nenhum de Mato Grosso do Sul.
Em sua delação premiada, Machado, que gravou conversas particulares que teve com Jucá, Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), delatou 18 nomes do PMDB, PT, PP, DEM, PSDB e PSB, simplesmente os partidos com maior representação no Congresso Nacional.
O principal receber das propinas entregues por Machado foi o PMDB. Segundo ele, foram cerca de R$ 100 milhões entregues aos caciques peemedebistas.
Na lista estão, além dos já citados Jucá, Calheiros e Sarney, nomes como o ex-presidente da sigla, Vaudir Raupp (RO), o ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e os potiguares Garibaldi Alves (senador) e Walter Alves (deputado).
De acordo com o Jornal Folha de São Paulo, que teve acesso a parte da delação, as doações a políticos peemedebistas, por meio de empresas prestadoras de serviços à Transpetro, eram irregulares.
“Quando chamava uma empresa para instrui-la a fazer doação oficial a político, ele sabia que isso não era lícito, que a empresa fazia doações em razão de seus contratos com a Transpetro”, revelou Machado.
Segundo o delator, todos que o procuraram atrás de doação, tinham conhecimento que o dinheiro não sairia de sua conta pessoal ou da estatal, mas sim de empresários interessados em manter relacionamento comercial com a Transpetro.
Na lista de Machado ainda estão o senador Heráclito Fortes (PSB-PI), o ex-senador Sérgio Guerra (PSDB-PE, morto em 2014), o senador José Agripino Maia (DEM-RN), a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o deputado Felipe Maia (DEM-RN).