Política

Pedra e Carlão chegam para depor ao Gaeco e alegam não saber motivo

Advogados também movimentam local

Jessica Benitez Publicado em 20/09/2016, às 19h23

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Advogados também movimentam local

Acompanhados pelos respectivos advogados, o vereador Carlos Borges (PSB) e o legislador cassado Paulo Pedra (PDT) chegaram ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) para prestar esclarecimentos acerca da Operação Midas, deflagrada na manhã desta terça-feira (20). Ambos alegam que foram notificados e não sabem o conteúdo da investigação.

“Está em segredo de Justiça. Não sei do que se trata, depois eu falo alguma coisa, mas estou absolutamente tranquilo”, disse Pedra à imprensa. Já Carlão 'chutou' o motivo que, segundo ele, pode ter o levado a prestar esclarecimento. “Há uns seis anos eu vendi uma caminhonete para o Scaff, deve ser por isso”, falou.

O vereador se referiu ao procurador da Câmara Municipal, André Scaff que teve prisão preventiva decretada devido à investigação. O também legislador, Flávio César (PSDB), chegou ao local e não quis dar declarações. "Falo na saída".

O advogado Fábio Andreasi deixou o Gaeco e explicou que defende o empresário e engenheiro Ricardo Figueiredo que foi chamado para contar sobre um fato que testemunhou. “Mas meu cliente só veio falar, não está entre os investigados”.

Outro advogado de Ricardo, Jouseth Esleiman, explicou que pediu cópia do procedimento, pois não foram dadas outras informações sobre a apuração. O engenheiro tem empresa de projetos, portanto mantém relação com o poder público, o que pode ter motivado a notificação.

Caso – Scaff, a esposa Karina Mauro e outras 22 pessoas são investigadas por supostamente fazerem parte do esquema. O ex-secretário teria recebido propina dos empresários para realizar aditamentos e renovação de contratos na Prefeitura, durante a gestão de Gilmar Olarte (sem partido).

Jornal Midiamax