Política

Em MS, 5 deputados federais querem impeachment de Dilma Rousseff

Outros dois são petistas e um não declarou

Evelin Cáceres Publicado em 18/03/2016, às 12h12

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Outros dois são petistas e um não declarou

A bancada federal de Mato Grosso do Sul, composta por oito deputados, vai votar por maioria a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Cinco deles, Carlos Marun (PMDB), Tereza Cristina (PSB), Elizeu Dionízio (PSDB), Geraldo Rezende (PSDB) e Henrique Mandetta (DEM) afirmaram terem decidido o voto, seja por convicções pessoais ou partidárias.

Zeca e Vander (PT) votam contra o impeachment de Dilma e Dagoberto Nogueira (PDT) ainda não declarou seu posicionamento. De acordo com o deputado estadual George Takimoto (PDT), Dagoberto escolheu não ser indicado para a comissão de impeachment por não querer votar contra o governo, mas o deputado não se posicionou oficialmente.

Marun e Elizeu são manifestantes declarados do impeachment. O peemedebista discursou na Avenida Paulista a favor do afastamento da presidente e Elizeu alimenta o Facebook com imagens de protestos na Câmara Federal e apareceu nas sessões dos últimos dias com a bandeira do Brasil na Casa.

Os outros seguem o voto da bancada e pouco se manifestam pelas redes sociais. Já Zeca apoia a presidente e compareceu ao ato de nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil.

Iniciada nesta quinta, a comissão especial do impeachment composta por 65 deputados. A presidente terá dez sessões na Casa para se defender das acusações de pedaladas fiscais do governo. Após isso, são necessários dois terços favoráveis ao impeachment, ou 342 deputados, votando sim para que o processo vá adiante.

Neste caso, Dilma será afastada do cargo de presidente por 180 dias, e o julgamento prossegue para o Senado. A sessão entre senadores será presidida pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. Nesta etapa também são necessários dois terços favoráveis ao impeachment, ou 51 senadores, para que a destituição da presidente seja efetivada. O presidente, então, passa a ser Michel Temer (PMDB), atual vice-presidente.

Jornal Midiamax