Política

Cabos eleitorais acusam candidato a vereador de calote de mais de R$70 mil

Cem trabalhadores se dizem enganados 

Clayton Neves Publicado em 25/10/2016, às 20h33

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Cem trabalhadores se dizem enganados 

Cabos eleitorais que trabalharam na campanha do candidato a vereador Inácio Cavanha (PDT) acusam o economista de ter dado calote de mais R$ 70 mil em pelo menos cem trabalhadores. Inácio disputou uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande na eleições deste ano, porém saiu derrotado com 574 votos.

De acordo com os profissionais, para fazer panfletagens e participar de ações nos bairros durante todo o mês de setembro, cada cabo eleitoral receberia R$600. Já para fiscalizar os trabalhos, os coordenadores de campanha teriam recebido a promessa de que ganhar R$ 800 mais um auxílio semanal de dez litros de gasolina.

“O trato foi que no dia 15 de setembro receberíamos metade do valor e no dia 29 o restante do dinherio”, explica um dos coordenadores de campanha que preferiu não se identificar.

Na semana em que venceu o prazo para que o primeiro pagamento fosse feito, os cabos eleitorais contam que Inácio teria dito que o partido a qual é filiado não havia feito repasse de verba da campanha. No dia 29, o candidato teria culpado a greve dos bancos para não fazer o pagamento.

No dia primeiro de outubro, dia que antecedeu as eleições, boa parte dos cabos eleitorais se reuniram e foram até o comitê para prescionar o candidato afim de que ele fizesse o acerto e cumprisse com o que havia sido acordado. Diante da pressão, os trabalhadores disseram que Cavana assinou promissórias e entregou a quem estava no local, sob a promessa de que não daria calote.

Uma trabalhadora que participou das ações de campanha, mas não quis se identificar, contou que na semana, Inácio enviou uma mensagem aos cabos eleitorais informando que iria vender algumas máquinas de trabalho gráfico que tinha e que com o dinheiro faria o pagamento atrasado, porém, depois deste último contato ninguém conseguiu encontrá-lo.

“Ele sumiu, ninguém consegue mais falar com ele. Me senti usada, mas fico tranquila porque tenho meu emprego, mas sei que existem pessoas que estão precisando muito desse dinheiro”, afirma a trabalhadora.

O presidente do PDT, Yves Drosghic informou que até o momento o partido não recebeu nenhuma denúncia ou reclamação sobre o caso. Segundo ele, a diretoria do PDT indicou um contator aos candidatos e aguarda que eles concluam a prestação de contas da campanha que deverá ser encaminhado ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) até o dia 1° de novembro.

Tentamos falar com Inácio Cavanha, mas até o fechamento desta matéria não conseguimos contato.  

Jornal Midiamax