Política

Simone se diz ‘envergonhada’ por ‘toma lá, da cá’ entre PMDB e Dilma

Para senadora, partido deveria deixar base aliada ao invés de aceitar mais ministérios 

Heloísa Lazarini Publicado em 30/09/2015, às 19h39

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Para senadora, partido deveria deixar base aliada ao invés de aceitar mais ministérios 

A senadora Simone Tebet (PMDB) disse estar “envergonhada” pelo PMDB ter aceito receber mais ministérios em troca da continuidade do partido na base da presidente Dilma Rousseff (PT). “Tenho vergonha de falar disso, fico envergonhada com esse balcão de negócios e lamento esse toma lá da cá aproveitando a fragilidade do governo”.

Ontem, Dilma anunciou algumas alterações dentro da reforma ministerial, que na prática, aumenta influência do PMDB no governo. A sigla mantém seis ministérios: Agricultura, Minas e Aviação Civil, Portos, Turismo, Minas e Energia e Pesca, e deve com Saúde, detentor do maior orçametno, R$ 91. 5 milhões para 2015,. Dilma demitiu ontem (29), por telefone, o ministro atual Arthur Chioro.

Simone ressalta que no momento de crise financeira em que o país se encontra é preciso reduzir ministérios, enxugar despesas e o PMDB nacional está agindo na contra mão da necessidade da população, e faz uma crítica ao PMDB nacional por aceitar se manter na base de apoio da presidente Dilma mesmo diante do retrocesso da economia brasileira.

“Em novembro teremos convenção nacional do partido e eu espero que isso (apoio a Dilma) entre em pauta. Nesse caso sou a favor de romper nacionalmente com PT, entregar cargos em ministérios e ter independência necessária para agir de acordo com interesses de Estado, da população, e isso está acima do meu partido. O PMDB precisa voltar ás origens.”

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