Política

Relatório ‘viciado’ induziu MPF ao erro, diz Nelsinho sobre Gisa

Ex-prefeito foi denunciado à Justiça por improbidade

Midiamax Publicado em 25/02/2015, às 13h36

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Ex-prefeito foi denunciado à Justiça por improbidade

Um relatório “viciado” induziu o MPF (Ministério Público Federal) ao erro em relação à implantação do sistema Gisa – software de gerenciamento na área de saúde – em Campo Grande. A opinião é do ex-prefeito Nelsinho Trad (PMDB), que também culpa administrações sucessoras o fato de o programa nunca ter funcionado.

Na terça-feira (24), o MPF anunciou ter apresentado à Justiça denúncias contra Nelsinho e mais 25 pessoas, incluindo o ex-secretário de Saúde da Capital e atual deputado federal Luiz Henrique Mandetta, por improbidade administrativa na implantação do Gisa.

Conforme a Procuradoria, o processo de contratação do software foi marcado por favorecimento e falhas contratuais. Em janeiro, o Ministério da Saúde, pediu de volta à Prefeitura R$ 8 milhões gastos com o Gisa – corrigido, o valor chega a R$ 14 milhões.

Por meio de nota, Nelsinho, prefeito na época da contratação, diz que “será provado na Justiça que o Gisa (Sistema de Gerenciamento de Informações Integradas da Saúde) foi desenvolvido e faltou ser implantado pela administração que nos sucedeu”.

Na mesma nota, o peemedebista relata haver “elementos e provas para comprovar a licitude de todo o processo de desenvolvimento do sistema”. Por fim, critica a investigação que resultou no pedido do Ministério da Saúde e no ajuizamento da questão: “o MPF/MS se baseia em relatório ‘viciado’ produzido pela Controladoria Geral da União, que o induziu ao erro”.

A assessoria de Mandetta também foi procurada, nesta manhã, para comentar o assunto. Inicialmente, a informação é de que o parlamentar aguarda notificação oficial para se manifestar em relação ao assunto.

No fim de janeiro, poucos dias depois de o Ministério da Saúde pedir de volta o dinheiro gasto com o Gisa, Mandetta disse ao Midiamax que houve um problema técnico no sistema, mas o assunto acabou politizado. Na ocasião, ele defendeu o software, dizendo que o método traria economia aos cofres municipais e vantagens aos pacientes.

Jornal Midiamax