Política

Prefeito e vereadores aliados não entregaram celulares ao Gaeco

Prazo era de cinco dias

Jessica Benitez Publicado em 28/10/2015, às 20h38

None
camara.jpg

Prazo era de cinco dias

Nenhum dos vereadores que votaram contra a cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março do ano passado, entregou celular ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), conforme foi sugerido pelo promotor que conduz a Operação Coffee Break, Marcos Alex. Nem mesmo o chefe do Executivo, que inicialmente disse “quem não deve, não teme”, disponibilizou o telefone à apuração.

Do grupo que recebeu a solicitação, apenas a suplente de vereador, Juliana Zorzo (PSC), à época em atuação na Câmara Municipal no lugar de Herculano Borges (SD), bem como os legisladores Carla Sthepanini e Vanderlei Cabeludo, ambos do PMDB, entregaram os celulares respectivamente.

O atual secretário de Governo e Relações Institucionais, Paulo Pedra (PDT) e os vereadores Luíza Ribeiro (PPS), Cazuza (PP), Marcos Alex (PT) e Ayrton Araújo (PT), todos votaram contrários à cassação e não cederam os aparelhos telefônicos. A bancada do PSD, Delei Pinheiro, Coringa e Chiquinho Telles, além João Rocha (PSDB) também não acataram pedido do Gaeco.

O presidente afastado do Legislativo, Mario Cesar (PMDB), os vereadores Edil Albuquerque (PMDB), Paulo Siufi (PMDB), Jamal (PR), Airton Saraiva (DEM), Edson Shimabukuro (PTB), Carlos Borges (PSB), Gilmar da Cruz (PRB), Waldecy Chocolate (PTB), Flávio César (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB), Eduardo Romero (Rede Sustentabilidade) e o renunciado Alceu Bueno (sem partido) foram os primeiros a entregarem os celulares, mas de maneira obrigatória.

O Gaeco também analisa mensagens e arquivos das linhas do chefe do Executivo afastado Gilmar Olarte (PP), dos empresários João Amorin e João Baird. A Coffee Break apura possível compra de votos dos vereadores na cassação de Bernal, acusado de improbidade administrativa pela Casa.

Jornal Midiamax