Política

Petistas de MS esperam que PMDB prove fidelidade a Dilma no Congresso

Petistas de Ms esperam que PMDB retribua à reforma ministerial 

Heloísa Lazarini Publicado em 06/10/2015, às 21h37

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Foto: divulgação

Petistas de Ms esperam que PMDB retribua à reforma ministerial 

Mais uma vez foi adiada votação dos vetos presidenciais no Congresso. Na manhã desta terça-feira (6) não houve quórum e a sessão foi adiada para quarta-feira (7). havia apenas 162 deputados, número mínimo era de 257, e 41 senadores, de mínimo de 54.

Está em pauta derrubada dos vetos presidenciais sobre PL (Projeto de Lei) 7920/14, que prevê reajuste salarial dos servidores do Judiciário em até 78,56%, e a MP (Medida Provisória) 672/15 que assegura aumento para aposentados pelo mesmo índice de correção do salário mínimo.

Segundo deputado federal Zeca do PT, a expectativa da base aliada é que vetos entrem em votação amanhã, mas há possibilidade de novo adiamento. “Eu esperamos que vetos entrem em votação, mas a informação que corre aqui é que existe articulação nos bastidores para que seja incluso na pauta o veto do financiamento privado de campanha. Esse é debate que estamos fazendo”.

Zeca, pontua, que independente da inclusão do veto na pauta da sessão de quarta-feira (7), a votação será “cheque mate” para base aliada provar que está ao lado do governo. “Será grande cheque mate, vamos ver amanhã se houve harmonia entre a base, pois é fundamental que se vote logo esses vetos, o Brasil precisa disso”, diz Zeca.

Na mesma linha de Zeca, o líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, espera que aliados da presidente na Câmara, em especial bancada do PMDB, legenda que foi contemplada com mais um ministério na reforma concluída na sexta-feira (2) por Dilma. Delcídio, em entrevista à imprensa nesta terça-feira (6), disse que a Câmara tem que “responder até em função da reforma ministerial que ocorreu na semana passada”. “Essa reforma foi feita para consolidar uma base sólida na Câmara. A gente espera que amanhã isso se confirme”.

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o governo tem votos suficientes para manter os vetos presidenciais na sessão do Congresso Nacional. Para derrubar vetos, é preciso pelo menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado. 

Já o deputado federal, Carlos Marun (PMDB), que foi contra PMDB aceitar ministérios em troca de apoio na Câmara, defende derrubada do veto sobre projeto que permite aumento do reajuste salarial dos servidores do Judiciário. “Entendo que esse momento não é mais oportuno, e não sou oposição e sim independente, mas fiz esse compromisso e vou votar pela derrubada do veto”.

Ao contrário de Marun, a deputada federal Tereza Cristina (PSB) deve votar pela manutenção do veto em relação ao PL do reajuste dos servidores do Judiciário, embora seja de uma legenda de oposição. “Estamos em reunião com bancada do partido, meu voto deve seguir decisão do partido, mas pode ser que me rebele, pois conceitualmente sou contra reajuste, mas vou discutir com partido, mas não acho que é hora de dar aumento, não sou da base, mas não é hora de pôr faca no pescoço”.

Os deputados federais: Elizeu Dionízio (PSDB); Geraldo Resende (PMDB); Luiz Henrique Mandetta (DEM); Dagoberto Nogueira (PDT), não atenderam ligações até fechamento desta matéria. O deputado federal Vander Loubet (PT) preferiu não comentar votação dos vetos pois desde última semana está afastado por licença médica e retorna apenas na próxima semana.  

Jornal Midiamax