Política

Operação da PF coloca candidaturas a prefeito em alerta na Capital

PMDB sempre foi maior beneficiado

Midiamax Publicado em 10/07/2015, às 10h12

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PMDB sempre foi maior beneficiado

A Operação Lama Asfáltica, desencadeada ontem (9) pela Polícia Federal em Campo Grande, investigando desvio de R$ 11 milhões em contratos do empreiteiro João Amorin com o governo do Estado e com a Prefeitura de Campo Grande, pode “pôr em xeque” candidaturas a prefeito em Campo Grande.

O ex-deputado federal Edson Giroto (PR) é um dos mais atingidos. Ele também foi alvo da operação, com a Polícia Federal fazendo batida na casa dele. O ex-deputado é um dos fortes candidatos a prefeito, seja pelo PR ou pelo próprio PMDB, já que é do grupo de André Puccinelli.

Em 2012, o então deputado, que também foi secretário de Obras de Campo Grande e do Estado, recebeu doação milionária da Proteco, que pertence a João Amorin, totalizando R$ 1,4 milhão para a campanha de prefeito.

Uma possível condenação de Amorin também pode prejudicar o PMDB, que sempre foi grande beneficiado pelo empresário. Ele fez diversos contratos com a Prefeitura na gestão de André Puccinelli e de Nelsinho Trad (PMDB), de quem era cunhado.

No ano passado o empresário doou R$ 386 mil ao PMDB e R$ 1,4 milhão a Antonieta Amorin, que também é pré-candidata a prefeita de Campo Grande pelo PMDB. Além dela, Carlos Marun, que também é cotado para a prefeitura, também recebeu dinheiro para campanha.

As investigações também podem  ameaçar ex-prefeitos de Campo Grande, como Puccinelli, Nelsinho e até Alcides Bernal (PP) e Gilmar Olarte (PP), que mantiveram contratos com João Amorin durante suas gestões. O secretário de Obras de Nelsinho Trad, João Antônio de Marco, por exemplo, também está entre os investigados.

O clima é tão tenso, que até o ex-governador André Puccinelli, sempre acostumado a convocar a imprensa para prestar esclarecimentos, preferiu nem se manifestar, até que as investigações ganhem mais corpo.

Os trabalhos dos investigadores começaram por conta de três obras, uma no aterro sanitário de Campo Grande, em 2012, e outra derivada da licitação para obra na MS-430, em 2013 – a terceira de 2011 que não foi divulgada. Os crimes cometidos, segundo a PF, foram corrupção passiva e ativa, associação criminosa, fraude em licitação e peculato.

Ao todo, foram 19 mandados, sendo um deles efetuado na casa do empreiteiro João Amorim, proprietário da Proteco, empresa que mantém contratos com várias esferas do poder público.

A PF não revelou os nomes de quatro funcionários públicos estaduais afastados dos respectivos cargos pelos próximos 60 dias. Na coletiva, a corporação também informou que não houve necessidade de pedir prisão preventiva dos envolvidos nas investigações.

Jornal Midiamax